Aniversário do meu amigo

Dia 25 de dezembro é aniversário de um amigo meu. Eu o conheci em 2006 e de lá para cá conversamos todos os dias.

Algumas vezes é um monólogo: eu falo sem parar e derramo sobre Ele os meus problemas e dificuldades. Ele ouve com paciência e deixa que eu fale bastante, até me sentir aliviado. Outras vezes Ele fala com cuidado das coisas que faço de errado ou me orienta frente às inúmeras dúvidas que tenho.

Nossas conversas são sempre muito proveitosas para mim! Como Ele sabe de tudo e conhece todas as coisas, tem sempre um bom conselho ou orientação para me ajudar. Sempre paciente e carinhoso, traz uma palavra de esclarecimento sobre qualquer problema que eu apresente.

Numa de nossas conversas, lembrando de situações do meu passado, ocorridas antes de conhecê-lo, percebi que foi Ele quem me socorreu ou me ajudou a sair de enormes encrencas. Isso sim é sinal de amor! Mesmo sem que eu o conhecesse, Ele me socorreu e me ajudou e eu nem reparei em quem Ele era e mesmo que havia me livrado de perigos.

No dia do aniversário Dele eu queria, é claro, dar um belo presente e participar da sua festa, mas vi que isso será muito difícil. Primeiro que o presente que Ele me pediu eu já lhe dei (minha vida) depois, porque Ele me disse que nesses dias de Natal, muitos voltam a atenção para outra pessoa: o Papai Noel é o centro das atenções da grande maioria e Ele fica meio esquecido de todos. Muitos nem percebem que se esqueceram Dele. Então me pediu para lembrar as pessoas que conheço qual é o verdadeiro sentido do natal.

Esse meu amigo é Jesus Cristo, nascido em Nazaré e que vive no céu ao lado de Seu Pai, nosso Deus. No natal Ele nasceu para a nossa salvação. Para pagar as nossas dívidas e se sacrificar na cruz, por nós. Lembram-se? Ele é o nosso presente!

Se você o conhece, lembre-se dar um “alô” no do aniversário Dele. Se não conhece ainda, abre teu coração agora e fale com Ele agora e diga: Jesus, eu quero te conhecer!

Quem receberá um presente de verdade será você e sua família! A amizade de Jesus é o presente que transforma nossas vidas para sempre.

Feliz aniversário, meu Rei e Senhor! Que muitos o encontrem nesse natal!

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Registro de frequência: a inteligência está no software e não nas máquinas

A portaria 1510 do MTE tem gerado enorme polêmica quanto à real capacidade do ministério em determinar as condições de monitoramento do registro de frequência dos empregados, pelas empresas.

Os seguidos adiamentos da entrada em vigor de parte das exigências contidas naquela portaria fizeram com que a essência do que se desejava, ao editá-la, ficasse perdido em meio ás argumentações das partes interessadas. O ministério incluiu na norma um conjunto minucioso de recomendações e controles sobre um componente secundário para o processo de registro de frequência – o Registrador Eletrônico de Ponto (REP) – que fragilizou muito a portaria.

O importante no contexto do registro de frequência é garantir que tal registro represente a realidade dos fatos e que não possam ser adulterados por qualquer meio. Para que isso seja possível, o foco deveria estar no componente que pode, de fato, garantir a integridade dos registros, ou seja, no software e não nos equipamentos, como tentou fazer a portaria.

Os equipamentos são dispositivos eletrônicos físicos que executam operações controladas pelos sistemas eletrônicos de processamento de dados, que são componentes imaterias que chamamos de software. São esse os verdadeiros elementos-chave para garantir o registro real e inviolável das frequências dos empregados ao trabalho.

Em vista das atuais condições tecnológicas, todos os cuidados de controle pretendidos através dos controles impostos aos equipamentos poderiam ter sido promovidos há bastante tempo, através da adaptação dos programas de computador que cuidam dos registros, à custos imperceptíveis, de com muito mais agilidade.

Citamos como exemplo os enormes avanços promovidos pelo SPED (Sistema Público de Escrituração Digital) que garante total controle dos fiscos estaduais sobre as obrigações dos contribuintes, o que foi feito de forma inquestionável e relativamente tranquila, implementando condições de controle muito mais complexas do que as que seriam exigidas para garantir o adequado registro de frequência dos trabalhadores.

Inclusive, o ponto central da polêmica, que é a emissão de um documento de controle do registro que ficaria de posse do empregado, poderia ser enviado para uma base de dados gerenciável apenas pelo empregado, de onde ele poderia retirar informações sobre os registros, sempre que precisasse, sem gerar gastos adicionais às empresas, sem ampliar o tempo de registro atual e sem prejudicar a natureza, evitando-se impressões desnecessárias.

Ainda temos tempo de uma saída inteligente para a situação. Basta focar no que realmente pode prover a solução necessária: A inteligência está no software e não nas máquinas.

Do plano à efetividade estratégica

Estamos no período do ano quando muitas organizações se voltam para o planejamento estratégico do próximo período. Na nossa empresa já estamos a “mil por hora”, buscando fechar os relatórios anuais, e levantando documentos e opiniões sobre as tendências de mercado para os próximos anos.

Dia desses um dos membros de nosso comitê enviou-me um artigo bem interessante, que retrata esse momento. O título é “A hora do planejamento estratégico” (você pode ler clicando aqui) e destaca um grande problema que enfrentamos anualmente: cumprirmos a tarefa de realizar o planejamento estratégico de nossa empresa.

O articulista ressalta que “O exercício de planejamento estratégico deve ser algo prazeroso. Uma atividade estimulante de pensar o nosso futuro e o da empresa.”, por isso, tratá-lo como uma tarefa que atrapalha as atividades de final de ano, mas que precisa ser cumprida, só contribui para que as coisas não andem bem e que o resultado de uma jornada que deveria impulsionar a empresa adiante seja visto como um gasto desnecessário e ineficaz.

O resultado disso é que o plano estratégico acaba como um monte de papel encadernado e jogado no fundo de várias gavetas, esquecido até o próximo final de ano ou para sempre (… se a direção tiver o bom senso de deixar essa perda de tempo de lado).

Esse é o grande problema enfrentado pelos estrategistas da maioria das empresas: como transformar o calhamaço de papel gerado no planejamento estratégico em ação. Pensando nisso, lembrei-me de uma citação que está nos Evangelhos de Mateus (12:34) e de Lucas (6:45): “a boca fala do que está cheio o coração.

Se as estratégias não estiverem gravadas em nossos corações e fizerem parte de nosso cotidiano, nada será efetivo. Os melhores planos serão frustrados. Mas, como podemos saber se temos a estratégia no coração? Em minha opinião devemos observar as evidências de efetivação daquilo que foi planejado:

1)      Os executivos da sua organização estão cuidando dos objetivos estratégicos?

Quando o planejamento foi feito com o objetivo claro de desenvolver a organização e teve o comprometimento do grupo que a dirige, cada um desses executivos assume um compromisso de cuidar dos objetivos estratégicos e orientar a sua equipe para o cumprimento das ações definidas no planejamento.

Agindo dessa maneira os executivos dão exemplo e demonstram a seriedade das decisões tomadas nas atividades de planejamento, o que gera uma ideia firme sobre a importância de cumprir o que foi estabelecido no plano.

2)      Sua organização estampou o mapa estratégico em pontos chaves, para que todos o vissem?

O mapa estratégico é o resumo gráfico de todo planejamento e deve ser divulgado em pontos estratégicos da empresa para que sirva de lembrança sobre os caminhos a seguir. Essa ferramenta combinado com a comunicação da visão, missão e valores da organização servem de estimulo visual aos colaboradores que não participaram da jornada de planejamento, mas sabem o que significa cada uma dessas mensagens, pois foram inteirados delas pelos seus líderes.

3)      Os gestores estão acompanhando e avaliando os indicadores estratégicos, cotidianamente?

A bússola do planejamento estratégico são os indicadores estratégicos. A avaliação cotidiana dos resultados dos indicadores permite uma clara visão sobre os rumos da estratégia. Esses números tornam tangíveis alguns objetivos não financeiros (e os financeiros também) que temos dificuldade em medir de forma objetiva. Esse conjunto de indicadores é o scorecard, que representa o painel de instrumentos (cockpit) do nosso negócio.

Quando estamos viajando o painel de instrumentos de nosso carro serve para nos indicar como andam as coisas, e que medidas devemos tomar, para que a viagem seja tranquila e, também, para que possamos cumprir as metas (alvos) determinadas no plano de viagem. Na empresa é a mesma coisa: olhando para o painel podemos verificar onde é mais necessária a nossa intervenção e como cada ação estratégica está impactando nos objetivos da organização.

4)      Os colaboradores conhecem as estratégias e as suas atividades estão alinhadas com elas, cumprindo os planos de ações elaborados pelos gerentes?

Com base no plano estratégico cada gestor do nível tático (geralmente um gerente) deve comunicar aos seus colaboradores os rumos e objetivos que a organização estabeleceu para que todos saibam quais são suas estratégias e possam compreender o mapa que será divulgado, assim como sua visão, missão, valores e posicionamento. Essa comunicação precisa comprometer as pessoas com os objetivos e ensinar-lhes qual o papel delas nesse movimento estratégico da empresa. Quanto mais compreenderem como contribuem para a efetivação da estratégia mais elas se sentirão parte de algo importante.

Outra tarefa desses gestores é elaborar (de preferência com a participação de seus liderados) um conjunto de ações estratégicas, que devem colaborar para que os objetivos constantes do mapa estratégico sejam atingidos. Essa é a forma de colocar a estratégia em prática, transformando-a em ação efetiva. As ações são a forma de cada colaborador perceber que participa da execução estratégica.

5)      Periodicamente, em intervalos curtos, a direção da organização se reúne e avalia os resultados das ações estratégicas e as tendências apontadas pelos indicadores?

As ações estratégicas precisam conduzir a organização na direção de seus objetivos e, principalmente, da sua visão. A verdadeira condução estratégica dos negócios só é possível se o scorebord servir ao propósito de municiar a alta direção de informações relevantes para tomada de decisão sobre os rumos da organização. Para tomar decisões é preciso que a cúpula da empresa aprecie e avalie os resultados obtidos pelo desenvolvimento das ações estratégicas. Então, monitorar esses resultados é a tarefa número um da alta direção.

Essa avaliação precisa ser feita como parte do processo de gestão da empresa e não como mais uma tarefa de um departamento qualquer. Também é necessário que seja feita a períodos regulares de tempo e, pelo menos duas vezes ao ano, deve gerar um relatório que é apresentado a todos da organização, como uma prestação de contas sobre os resultados da estratégia empregada.

Muito bem! Se esses cinco pontos estiverem presentes no seu dia-a-dia, é sinal que sua empresa conseguiu transformar a estratégia em ação e integrá-la aos processos cotidianos. Caso apenas parte deles estejam incluídos na sua rotina, reforce-os e implemente o que falta, mas sua organização também está de parabéns, pois já se encontra no caminho certo, o de importa-se com o que é fundamental.

Se você ainda termina seu planejamento estratégico, imprime um caderno com as ações e coloca em uma gaveta, quer dizer que você ainda carece de alguma orientação sobre a maneira de superar a inercia inicial e agir para que sua empresa se desenvolva.

Mas, se você ainda acha que planejamento estratégico, objetivos, indicadores e ações estratégicas são coisas de quem tem tempo a perder e gosta de jogar dinheiro fora. Que isso é coisa daquele grupo de pessoas que não tem muita coisa prá fazer ou não se ocupam de trabalhar, que é o que traz dinheiro para o caixa… sinto informar que você está com um problema muito sério nas mãos.

Cuidado com o futuro, ele pode ser muito negro. A boa notícia é que dá tempo de mudar… e começar a desenvolver sua empresa.

Ética – valores que preservam a vida

“Eu juro, por Apolo, médico, por Esculápio, Higéia e Panacéia, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir, segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue: estimar, tanto quanto a meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer vida comum e, se necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração e nem compromisso escrito; fazer participar dos preceitos, das lições e de todo o resto do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discípulos inscritos segundo os regulamentos da profissão, porém, só a estes.

Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva.

Conservarei imaculada minha vida e minha arte.

Não praticarei a talha, mesmo sobre um calculoso confirmado; deixarei essa operação aos práticos que disso cuidam.

Em toda a casa, aí entrarei para o bem dos doentes, mantendo-me longe de todo o dano voluntário e de toda a sedução sobretudo longe dos prazeres do amor, com as mulheres ou com os homens livres ou escravizados.

Àquilo que no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade, eu tiver visto ou ouvido, que não seja preciso divulgar, eu conservarei inteiramente secreto.

Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça.”

Estas palavras são o juramento de Hipócrates é uma declaração solene tradicionalmente feita por médicos por ocasião de sua formatura. Acredita-se que o texto é de autoria de Hipócrates ou de um de seus discípulos.

Ética (do grego ethos, que significa modo de ser, caráter, comportamento) é o ramo da filosofia que busca estudar e indicar o melhor modo de viver no cotidiano e na sociedade.

Para mim, ética é um conjunto de valores que norteiam as nossas condutas e nos dão discernimento sobre o que é certo ou errado. É a ética que nos ensina que matar é errado.

Ontem eu ouvi a notícia de que uma criança de 20 dias morreu por falta de atendimento médico, só que dessa vez não foi por conta da superlotação dos hospitais ou de enormes filas de atendimento. A morte é decorrente do fato que uma organização de médicos, a Cooperativa dos Cirurgiões Cardiovasculares do Estado de Goiás, instruiu os seus cooperados a não prestarem atendimento ao SUS, como forma de pressão por melhoria de sua remuneração. Isso poderia ser um instrumento totalmente normal de pressão, se não estivesse matando as pessoas.

Não me inteirei plenamente dos motivos dos médicos, mas não é possível que a morte de qualquer pessoa possa ser justificada por conta de má remuneração.

Ouvi uma declaração do Secretário Municipal de Saúde de Goiânia dizendo que esse médicos deveriam rasgar seus diplomas, só que eu acredito que quem deve rasgar esses diplomas é a sociedade goianiense.

O Estado é a representação legal do povo. Precisamos exigir do Estado goiano e goianiense que essa cooperativa seja fechada e seus cooperados impedidos de atuarem como médicos. Não é possível que vamos agüentar calados uma ação organizada que, deliberadamente, deixa que as pessoas morram e justifiquem isso como sendo instrumento justo de pressão para melhorias de remuneração.

Se ao final de toda essa sequência de ações anti-éticas esse bando não receber nenhuma punição, teremos voltados à barbárie, pois comprovaremos que as vidas das pessoas abandonadas não tinham valor algum.

Não defendo uma remuneração inadequada para os profissionais cardíacos, mas essas pessoas que abandonam crianças (e adultos) para morrer, não são profissionais. Não merecem apoio, não merecem respeito, merecem apenas nosso desprezo e indignação.

Pode ser que eles tenham uma lista de justificativas que os levaram a essa situação. Eu gostaria muito que eles olhassem nos olhos do pai que viu seu filho morrer e explicassem como é justa a posição que eles assumiram.

Como queremos ser representados?

Nesses dias onde só vemos, ouvimos e lemos sobre eleições comecei a pensar em como somos representados em cada uma das esferas sociais às quais pertencemos.

No âmbito da representação política do Estado brasileiro, temos regras que nos obrigam a participar do processo eletivo daqueles que nos representam frente ao Estado nacional. Não haveria chance de pecarmos pela omissão, ainda que muitos insistam em omitirem-se da discussão política.

Isso implicaria dizer que as reclamações sobre a qualidade de nossos representantes nessa esfera são injustificáveis, pois todos somos convocados a participar do pleito e não podemos mais apelar a justificativas como falta de democracia ou na desinformação para explicar a má qualidade de nossos representantes ou a nossa insatisfação com eles.

Mas este não é o único âmbito no qual delegamos a representação de nossos interesses a terceiros, temos muitas instâncias nas quais somos representados por outras pessoas e nas quais somos chamados a votar e nem sempre damos a devida atenção. Desde representantes de sala de aula, síndicos em nossos condomínios, membros de conselhos de interesse público, diretores em conselhos profissionais, sindicatos e associações das mais diversas. Nesses casos a experiência mostra que a grande maioria opta pela omissão! Fazem de conta que isso não interfere em suas vidas e abrem mão de seu direito de pleitear um cargo ou de escolher que os representará em cada um desses espaços políticos.

No entanto essas entidades ou instâncias não deixam de existir. Mesmo que você não acredite nelas, elas existem e coexistem como atores do ambiente social que está à sua volta. E o que é pior, essas entidades e seus representantes podem falar (e falam) em seu nome. São elas que atuam para interferir numa série de assuntos que afetam diretamente sua vida.

Quando somos omissos e conformados com essa condição, nos rendemos aos fatos e deixamos a vida nos levar, não reclamamos das decisões tomadas por nós ou às vezes nem percebemos que essas foram tomadas, apenas cumprimos nossas obrigações sociais sem nos dar conta que uma enorme máquina se movimenta em nosso nome, mesmo que não concordemos com isso.

Essa postura é errada, mas aqueles que agem assim, na maioria das vezes, acreditam que a vida é assim mesmo, que temos de cumprir as regras que os outros fazem, pois não conseguimos influenciar os rumos das coisas, pois somos pobres, fracos e não conhecemos as pessoas certas. É claro que isso pode ser mudado se mudarmos nossa postura frente a realidade social que nos cerca, de forma imediata e mediata. Agindo de forma omissa evitamos o trabalho de defender idéias e posições que podem mudar a nossa realidade. Conformamos-nos em fazer parte da massa, porque dá menos trabalho. Nem fazemos questão de ficar ouvindo conversas ou debates sobre direito disso e defesa daquilo. Ecologia, direitos humanos, combate a pornografia, regulamentação de toda espécie, estatuto do idoso, da criança, do adolescente, da mulher… prá que tanta coisa, isso é para os outros, não me afeta em nada.

Esse é o tipo de omisso que precisa se educado para as coisas da vida e da sociedade onde vive. Precisa ser despertado para o seu papel de cidadão! E para esses a sociedade deve destinar um conjunto de ações que devem começar na escola fundamental e acompanhar as pessoas até formá-las cidadãos de verdade. Isso me faz pensar nas velhas aulas de Educação, moral e civismo que eram ministradas na época do regime militar e me pergunto, será que deveríamos voltar com aulas que nos fizesse pessoas mais questionadoras e orgulhosas de nossa nação? Essa é uma pergunta para a qual espero uma resposta de vocês.

Mas existe outro tipo de pessoa que se omite: um tipo inescrupuloso e mal intencionado que tem como finalidade criticar e reclamar de tudo que os seus representantes fazem. Ele não é ignorante quanto aos seus direitos e obrigações sócio-políticas. Tem bom nível cultural e até já se arriscou a ser candidato a alguma posição de representante. No entanto suas posições não convenceram seus eleitores ou, se convenceram, acabaram por causar decepção àqueles que confiaram nele. Por fim, esse eterno inconformado optou por afastar-se das entidades, dos círculos sociais e do convívio com outras pessoas para ficar à espreita daqueles que são eleitos para representá-lo, exigindo “tudo o que tem direito” de forma bastante agressiva, sempre pronto a criticar de forma ácida os que se dispuseram a enfrentar a missão de colocar-se à frente de qualquer entidade.

Esse tipo covarde de omisso é a figura mais perniciosa que pode existir no meio social! Age sempre pelas sombras, as escondidas, só sabe reclamar e se justifica baseando-se sempre nos direitos, mas, geralmente, longe de ser cumpridor de suas obrigações. Sempre muito democráticos, esquecem-se que a base da democracia é a vida em comunidade (conjunto de pessoas que se organizam sob o mesmo conjunto de normas), mas só lembram-se dela (a comunidade) quando é para operar o seu direito.

É claro que aqui em Goiás não seria diferente, muito menos no meio da comunidade de tecnologia da informação. No ano de 2010 estamos vendo o esforço de duas décadas de trabalho associativo florescer e tomar parte ativa na vida social, econômica e política de Goiás. Nosso seguimento é reconhecido pelo trabalho destacado de duas entidades representativas: o Sindinformática e a Comtec. Essas entidades amadureceram e hoje contam com duas diretorias que representam a ampla gama de empresas do setor de TI goiano e fazem um trabalho ativo na defesa dos interesses dessa comunidade nas frentes políticas e econômicas.

Quem está nesse mercado a algum tempo sabe o quanto foi difícil e trabalhoso para as diretorias anteriores manterem essas entidades funcionando. Mas o empenho desses antecessores e o amadurecimento dos jovens empresários que hoje assumiram a direção das entidades está culminando no reconhecimento da importância de nosso setor econômico e na possibilidade de participarmos e influenciarmos nos rumos de nosso Estado. Os únicos que não vêem isso são aqueles que optarem por se omitir da participação comunitária e agir como críticos calcados no eterno pessimismo, daqueles que vêem o copo sempre “meio vazio”.

Não receber críticas é ruim, mas só receber críticas, sem nenhum reconhecimento dos avanços evidentes que obtivemos, é mais que péssimo.

Eu sei o tipo de representante que desejo falando em meu nome! Pessoas capacitadas, que saibam ouvir os meus desejos e poder repercuti-los para os que podem agir. Pessoas com visão de futuro, que saibam valorizar as pessoas, que saibam motivar, que não se esqueçam a origem de sua representatividade. Essa é outra pergunta para a qual desejo uma resposta: Como queremos ser representados?

Sintam-se a vontade para falar.

Cuidado ao navegar em “oceanos verdes”

Olha só que maravilha de lugar! Tranquilo, sem ondas, de um verde cristalino, sem perigo de peixes grandes outras criaturas indesejáveis. Nada como um mar assim para podermos gozar a vida. As crianças podem brincar a vontade, podemos descansar e gozar a paz desse bucólico lugar. Todos em segurança.

Lá ao longe, um oceano azul, imenso e cheio de possibilidades, mas profundo e desconhecido. Melhor ficar por aqui mesmo!

Esse cenário representa um “oceano verde”. Geralmente são trechos dos oceanos que tem essa coloração devido às suas águas pouco profundas. Uma paisagem realmente linda, com alguns bancos de areia e piscinas naturais, bem pertinho da praia.

Se imitarmos Mr. Kim e Mme. Mauborgne, seria uma metáfora do mundo corporativo onde a competição não é sangrenta; não existem muitos riscos; geralmente os espaços são generosos para todos os que querem desfrutar desse mercado; é possível perceber e localizar bem os concorrentes; não somos assediados por predadores de porte; temos bastante mobilidade; mesmo em momento de crise, temos uma considerável segurança; é um mar de tranqüilidade.

O grande problema desse mar é o fato de que nele tudo é limitado. Ele é muito interessante para aqueles que se contentam com pouco: pouco trabalho, poucos desafios, poucos recursos, poucos ganhos, poucos diferenciais.

Existe um enorme perigo com esses oceanos verdes. O perigo de não chegarmos a lugar nenhum, de nos contentarmos com a mediocridade. Para que sejamos realmente empreendedores de sucesso não podemos nos contentar com limitações, devemos ser ousados!

→ ousadia (substantivo feminino) – atrevimento, audácia, coragem, galhardia.

Pensemos em ousadias

  • Surfar – não temos ondas que sustentem uma prancha, por menor e mais leve que seja.

O surf é a busca da inovação! É ser impulsionado pelos ciclos de renovação constante, promovido pelas descobertas de novas ondas criativas. É viver na vanguarda, aproveitando os impulsos para fazer manobras novas e aperfeiçoá-las até que se tornem corriqueiras.

O surfista não se contenta com o bom resultado, ele busca sempre a superação do que já alcançou. Se parece ter chegado ao final, ele retorna e busca uma nova onda, e outra, e outra…

  • Esquiar – não há espaço para manobras com uma lancha que puxaria o esqui.

O esquiador se aproveita de forças propulsoras do mercado. Muitas vezes não temos ondas naturais para nos impulsionar, mas podemos aproveitar as forças disponíveis no ambiente e criar movimento com um bom motor.

Usamos a força de que dispomos para puxar o esquiador. Demanda ampla, moda, novas necessidades do mercado. Alguma coisa serve para puxar os negócios na direção do crescimento. Mas esse motor precisa de um espaço mais amplo para poder funcionar, senão não gerará o impuxo necessário para fazer com que o deslocamento seja constante e uniforme para permitir as manobras do esquiador.

Esses mares rasos impedem que a propulsão seja realmente utilizada com todo seu potencial o que gera instabilidade e frustração aos que tentam aproveitar essas oportunidades.

  • Mergulhar – para que? Tudo é visto da superfície!

O mergulhador é o pesquisador! Diferente do surfista, ele se detém na busca de entender com mais “profundidade” o que está encoberto e carece de mais conhecimento. Essas pesquisas podem gerar domínio de diferenciais que são percebidos através dos mergulhos.

Em oceanos verdes tudo está à vista em função de sua transparência, ou está logo abaixo da superfície e mergulhos com snorkel (poucos recursos de custo baixo) podem desvendar um mundo bem interessante. Outro fator é que aquilo que está encoberto pode aflorar quando a maré baixar um pouco e desvendar todos os “mistérios”.

Grandes investimento de recursos para mergulhos profundos serão desperdícios de dinheiro e produziram resultados limitados frente ao mercado desses oceanos.

  • Pescar – só temos peixes pequenos, nada que nos desafie.

O pescador enfrenta os desafios com técnica, persistência e bons recursos. Em oceanos verdes a pesca é a da sobrevivência: poucos e pequenos peixes para as refeições. Nenhum Marlim nadará nessas águas rasas! E se aparecer algum, será uma anomalia.

Se não somos desafiados nossas técnicas e recursos não se desenvolverão e nossa competitividade não melhorará. Estaremos condenados à estagnação e, consequentemente, seremos ultrapassados por aqueles que estão em crescimento.

Crescer é fundamental

Esse ambiente que nos parece maravilhoso a primeira vista, pode ser o responsável por nossas grandes derrotas. Se estivermos realmente preocupados com as condições para o desenvolvimento de nossas empresas, temos de aferir as condições ambientais para avaliarmos nossas reais condições de crescimento.

A competição sempre é benéfica para os negócios! Mesmo em oceanos vermelhos (ou principalmente nesses) a sobrevivência das empresas está ligada ao constante movimento de superação das dificuldades mercadológicas impostas pelos concorrentes. Quando nos acomodamos com nosso porte ou forma de fazer negócios, acabamos por perder a sensibilidade e atenção às imposições dos mercados competitivos.

Então, cuidado! Não se conforme com as paisagens belíssimas e pouco desafiadoras desses oceanos verdes.

O valor de uma entidade

Quanto uma entidade pode valer para a sociedade e para as pessoas que ela representa?

Existem pessoas que medem o valor de uma entidade pelo valor financeiro que ela pode lhe transferir diretamente. Só se lembram de seus representantes quando estão carentes de algum benefício, quando pretendem que essa representação lhes conceda recursos ou lutem para a defesa de seus interesses financeiros diretos.

Felizmente existem pessoas que percebem um valor mais amplo nas entidades. São aquelas que compreendem que os ganhos financeiros são importantes, mas precisamos pensar além do imediatismo oportunista e egocêntrico que visam apenas o meu benefício e requerer dos representantes ações que possam contribuir para que nossos negócios sejam perenes. Essas são as pessoas que cuidam das entidades e as fortalecem com idéias e ações efetivas de apoio. É por essas pessoas que os dirigentes de entidades destacam parte de seu tempo para se dedicarem à gestão dos interesses sócio-econômicos daqueles a quem representam.

Temos experimentado um enorme avanço no debate de questões importantes da sociedade com o feliz advento das mídias sociais. Agora contamos com inúmeras ferramentas para expormos idéias e debatê-las com um amplo público interessado.

Infelizmente, ficou mais fácil, também, tecer as críticas maldosas e difamatórias contras as pessoas que ousam apresentarem-se para esse debate aberto e franco. Como sempre existirão os eternos descontentes, que são aqueles oportunistas caracterizados no parágrafo inicial, temos de estar preparados para ouvir, analisar, compreender e depreender quais são as reais intenções dessas pessoas.

Ao falarmos da COMTEC temos de respeitar a sua breve e vitoriosa história. Se temos interesses que essa entidade nos represente adequadamente, não podemos buscar manchá-la com acusações impróprias e totalmente desvinculadas da realidade. A nova diretoria da COMTEC está buscando apontar uma direção para um setor econômico relevante para nossa região. Querem creditar a ela responsabilidades sobre alguma ação externa sem que a discussão do tema tenha, sequer, sido proposta é, no mínimo, uma demonstração de insensatez.

Temos de exigir da entidade que seja uma efetiva representante do setor de tecnologia da informação, mas querer creditar a ela uma condição de omissa sem, ao menos, inteirar-se dos acontecimentos é uma clara demonstração de impensado oportunismo difamatório.

Vemos na COMTEC uma proposta clara de renovação de idéias. Os que estão próximos já podem sentir um novo clima na entidade. Vemos um movimento de retorno de pessoas que tinham se afastado e a aproximação de alguns que não participavam da entidade.

Essa nova diretoria é, inegavelmente, uma expressiva representação do setor de TI goiano; composta por representantes de empresas reconhecidamente importantes para nosso estado. Não creio que podemos dizer que esses empresários estejam assumindo a entidade para disporem mal de seu precioso tempo. Quem os conhece sabe da seriedade de seus empreendimentos e a direção da COMTEC não deve ser um distração ou hobby para essas pessoas.

Creio que são esses representantes que farão da COMTEC uma entidade cada vez mais relevante no cenário econômico local e nacional, tornando-a uma entidade de muito mais valor para as empresas de TI do nosso estado.

Alguém discorda?

Uma história real

Tenho por hábito não repssar essas mensagens que nos são enviadas como uma corrente, pedindo que seja re-enviada a todos os nossos amigos. Quando fazemos isso corremos o risco de perder os amigos, pois vamos parar na lista de spamers.

Contudo, ao receber a mensagem abaixo me senti na obrigação de transmití-la à todos os que conheço, pois é baseado em uma história real que nós menosprezamos todos os dias. Por isso resolvi reproduzí-la em um espaço onde não invado a caixa postal de ninguém. Não sei que é o autor, por isso não posto créditos.

A mensagem fala de Deus e do sacrifício de Jesus Cristo. Ela quer chamar nossa atenção para nosso papel de cristãos.

Peço aos amigos que lerem e acharem que valeu a pena, que enviem o link do meu blog para outras pessoas que vocês acreditem que possam, de alguma forma, ser beneficiada pelo texto e sua mensagem.

Eu agradeço a todos que tiverem a oportunidade de fazer isso. Que Deus os abençoe!

Eis a mensagem:

Imagine que é uma típica tarde de sexta-feira e você está dirigindo em direção à sua casa. Você sintoniza o rádio. O noticiário está falando de coisas de pouca importância.
Você ouve que numa cidadezinha distante morreram 3 pessoas de uma gripe, até então, totalmente desconhecida. Não presta muita atenção ao tal acontecimento e esquece o assunto. Na segunda-feira, quando acorda, escuta que já não são 3, mas 30.000, as pessoas mortas pela tal gripe, nas colinas remotas da Índia. Um grupo do Controle de Doenças dos EUA foi investigar o caso. Na terça-feira, já é a notícia mais importante, ocupando a primeira página de todos os jornais, pois já não é só na Índia, mas também no Paquistão, Irã e Afeganistão. Enfim, a notícia se espalha pelo mundo. Estão chamando a doença de “La Influenza Misteriosa”, e todos se perguntam: Que faremos para controlá-la?

Então, uma notícia surpreende a todos: A Europa fecha suas fronteiras. A França não recebe mais vôos da Índia, nem de outros países dos quais se tenham comentado de casos da tal doença. Por causa do fechamento das fronteiras, você está ligado em todos os meios de comunicação, para manter-se informado da situação e, de repente, ouve que uma mulher declarou que num dos hospitais da França, um homem está morrendo por causa da tal “Influenza Misteriosa”. Começa o pânico na Europa. As informações dizem que, quando você contrai o vírus, é questão de uma semana de vida. Em seguida, as pessoas têm 4 dias de sintomas horríveis e morrem.

A Inglaterra também fecha suas fronteiras, mas já é tarde. No dia seguinte, o presidente dos EUA fecha também suas fronteiras para Europa e Ásia, para evitar a entrada do vírus no país, até que encontrem a cura. No dia seguinte, as pessoas começam a se reunir nas igrejas, em oração pela descoberta da cura, quando, de repente, entra alguém na igreja, aos gritos: ” Liguem o rádio! Liguem o rádio! Duas mulheres morreram em Nova York !”. Em questão de horas, parece que a coisa invadiu o mundo inteiro. Os cientistas continuam trabalhando na descoberta de um antídoto, mas nada funciona.

De repente, vem a notícia esperada: conseguiram decifrar o código de DNA do vírus. É possível fabricar o antídoto! É preciso, para isso, conseguir sangue de alguém que não tenha sido infectado pelo vírus.

Corre por todo o mundo, a notícia de que as pessoas devem ir aos hospitais fazer análise de seu sangue e doar para a fabricação do antídoto.

Você vai de voluntário com toda sua família, juntamente com alguns vizinhos, perguntando-se, o que acontecerá. Será este o final do mundo? De repente, o médico sai gritando um nome que leu em seu caderno. O menor dos seus filhos está ao seu lado, se agarra na sua jaqueta, e lhe diz:

-          Pai? Esse é meu nome!

E antes que você possa raciocinar, estão levando seu filho, e você grita:

-          Esperem!

E eles respondem:

-          Tudo está bem! O sangue dele está limpo, e é sangue puro. Achamos que ele tem o sangue que precisamos para o antídoto.

Depois de 5 longos minutos, saem os médicos chorando e rindo ao mesmo tempo. E é a primeira vez que você vê alguém rindo em uma semana. O médico mais velho se aproxima de você e diz:

-          Obrigado, senhor! O sangue de seu filho é perfeito, está limpo puro, o antídoto finalmente poderá ser fabricado.

A notícia se espalha por todos os lados. As pessoas estão orando e rindo de felicidade. Nisso, o médico se aproxima de você e de sua esposa, e diz:

-          Posso falar-lhes um momento? Não sabíamos que o doador seria uma criança e precisamos que o senhor assine uma autorização para usarmos o sangue de seu filho.

Quando você está lendo, percebe que não colocaram a quantidade de sangue que vão usar, e pergunta:

-          Mas, qual a quantidade de sangue que vão usar?

O sorriso do médico desaparece e ele responde:

-          Não pensávamos que fosse uma criança. Não estávamos preparados…Precisamos de todo o sangue de seu filho…

Você não pode acreditar no que ouve e trata de contestar:

-          Mas…mas…

O médico insiste:

-          O senhor não compreende? Estamos falando da cura para o mundo inteiro! Por favor, assine! Nós precisamos de todo o sangue!

Você, então, pergunta:

-          Mas vocês não podem fazer-lhe uma transfusão?

E vem a resposta:

-          Se tivéssemos sangue puro, poderíamos. Assine! Por favor, assine!

Em silêncio, e sem ao menos poder sentir a caneta na mão, você assina.

Perguntam-lhe se quer ver seu filho agora e o pai caminha na direção da sala de emergência onde se encontra seu filho, que está sentado na cama, e ele diz:

-          Papai!? Mamãe!? O que está acontecendo?

O pai segura na mão dele e fala:

-          Filho, sua mãe e eu lhe amamos muito e jamais permitiríamos que lhe acontecesse algo que não fosse necessário, você entende?

O médico regressa e diz:

-          Sinto muito senhor, precisamos começar, gente do mundo inteiro está morrendo, o senhor pode sair?

Nisso, seu filho pergunta:

-          Papai? Mamãe? Por que vocês estão me abandonando?

E na semana seguinte, quando fazem uma cerimônia para honrar o seu filho, algumas pessoas ficam em casa dormindo, e outras não vêm, porque preferem fazer um passeio ou assistir um jogo de futebol na TV. E outras veêm, mas como se realmente não estivessem se importando. Aí você tem vontade de parar e gritar:

-          MEU FILHO MORREU POR VOCÊS!!! NÃO SE IMPORTAM COM ISSO?

Talvez isso é o que DEUS nos quer dizer:

-          MEU FILHO MORREU POR VOCÊS!!! NÃO SABEM O QUANTO EU OS AMO?

É curioso como é simples para algumas pessoas debocharem de Deus, e dizer que não entendem como o mundo caminha de mal para pior. É curioso como acreditamos em tudo aquilo que lemos nos jornais, mas questionamos as palavras de Deus. É curioso como as pessoas dizem: “Eu creio em Deus!”, mas com suas ações, mostram totalmente o contrário.

É curioso como você consegue enviar centenas de piadas através de um correio eletrônico, mas quando recebe uma mensagem a respeito de Deus, pensas duas vezes antes de compartilhá-la com os outros.

É curioso como a luxúria, crua, vulgar e obscena, passa livremente através do espaço, mas a discussão pública de DEUS é suprimida nas escolas e locais de trabalho. CURIOSO, NÃO É?

É curioso como me preocupo com o que as pessoas pensam de mim, mas não me preocupo com aquilo que DEUS possa pensar de mim. Depois de terminar de ler esta mensagem, se realmente sentir em seu coração que deve compartilhá- la, envie aos seus amigos. Talvez eles estejam precisando, exatamente, de ler uma mensagem como esta.

Pensem nisso…

A metáfora do Oceano Azul

Acredito que muitos já tenham ouvido falar da Estratégia do Oceano Azul, um livro de W. Chan Kim e Renée Mauborgne, que trata de forma bastante prática uma nova abordagem estratégica, derivada e evolutiva, da base desenhada por Michael Porter.

Em uma entrevista à HSMManagement  nº 78, edição de janeiro-fevereiro de 2010, o professor Porter afirma que o livro é “ –uma bela metáfora, sem dúvida–, que significa basicamente ‘Estabeleça-se onde seus concorrentes não estão’.”

Os autores do livro enfatizam bem o antagonismo do oceano vermelho e sangrento da competição baseada em preços baixos e pequenos diferenciais de qualidade de um outro ambiente – o oceano azul – de enormes oportunidades e, praticamente, nenhuma competição, no qual a concorrência é simplesmente irrelevante.

Essa teoria foi bastante difundida e o livro é um Best seller de vendas em todo mundo. A sua leitura fácil, rica de exemplos vencedores da nova estratégia, popularizou a expressão “oceano azul”. Contudo, muitos se enganaram ao imaginar que algumas oportunidades, para as quais a concorrência era incipiente, consistiam oceanos azuis. Infelizmente muitas foram as decepções originadas por conta da incompreensão da proposta do livro. Vamos a um exemplo que considero ser um ícone dessas incompreensões:

No final da década de 1990 tivemos notícia de um empreendimento com um modelo de varejo bastante inovador, a “1 2 3 Dollar Store”, uma loja que vendia tudo por até três dólares. Era uma franquia varejista de pequenas utilidades para o lar ou escritórios. A estratégia utilizada era a de baixo custo baseado em grandes volumes de compras e alto giro de estoque. Tivemos uma franquia dessas em Goiânia, no Flamboyant Shopping Center.

Como nós, brasileiros, somos altamente adaptativos, a partir dessa idéia surgiu uma loja chamada “Tudo por 1,99”, com a mesma estratégia. Esse modelo ofereceu uma excelente rentabilidade logo no seu início, pois era algo muito novo e poderia parecer uma estratégia de oceano azul pela ausência de concorrência. Mas não era! Com barreiras de entrada muito baixas e barreiras de saídas mais altas, logo as lojas de “1,99” multiplicaram-se aos milhares e viraram sinônimo de contrabando de produtos de péssima qualidade do Paraguay e China. É claro que a estratégia inviabilizou-se e os negócios remanescentes amargam uma competição sangrenta.

Mas este exemplo serve para ilustrar como podemos imaginar que estamos navegando em oceanos tranqüilos, quando isso não é verdade. Já ouvi muitas pessoas falando em produtos que são “um oceano azul”, e esse é o primeiro engano que cometem. Não existem produtos de oceano azul, o que temos são negócios cujos modelos são tão inovadores que desqualificam a concorrência.

O Sr. Kim explica, em uma entrevista à Época Negócio,s que: “O que nós temos no oceano azul é uma boa idéia e boa execução. Oceano Azul é um alinhamento de percepção de valor para o cliente, de lucro para a companhia, e motivação de pessoas.”

Ele completa; “…uma vez que você criou um oceano azul, as pessoas vêm para dentro dele. Elas imitam. E daí o oceano azul fica vermelho. E daí você precisa pensar no oceano azul de novo, mais uma vez. Nesses termos, a estratégia do oceano azul não é uma estratégia para ser usada uma vez. É uma atitude contínua que você precisa ter para criar um outro oceano azul.”

Apesar desse alerta sobre o retorno do nível de competição sangrenta, observamos que a definição de uma boa estratégia de oceano azul, leva tempo para ser imitada e, muitas vezes, a imitação reforça as qualidades da idéia original, garantindo vantagens competitivas àqueles que a conceberam. Um bom exemplo disso, amplamente usado no livro, é o Cirque Du Soleil. Sua história, amplamente divulgada, ainda não achou imitadores à altura. Mesmo que tenhamos uma gama relevante de competidores nesse mercado de espetáculos, acredito ser difícil desbancar as vantagens competitivas do Cirque Du Soleil.

Portanto, podemos concluir que a afirmação do professor Porter sobre a estratégia do oceano azul ser simplesmente estabelecermo-nos onde nossos concorrentes não estão, pode parecer simples, mas implica em um amplo estudo estratégico e a adoção de medidas realmente diferenciadas frente a concorrência. Também é necessário destacar que apenas produtos inovadores não levam diretamente à oceanos azuis. O que faz, de fato, a diferença é uma ampla compreensão dos valores desejados e percebidos pelos consumidores e o envolvimento das pessoas na execução das estratégias estabelecidas.

O que há de novo na Portaria 1510?

Nessa semana recebi um e-mail marketing promovendo um curso sobre as NOVAS REGRAS PARA A UTILIZAÇÃO DO PONTO ELETRÔNICO. A ementa era a seguinte:

Conheça a recente alteração na marcação do ponto, introduzida pela Portaria n°1.510 de 21 de agosto de 2009, para que as empresas não sejam surpreendidas com sanções pela não aplicabilidade da legislação em vigor e também proporcionar revisão sobre a Jornada de Trabalho e como a Justiça do Trabalho está julgando o descumprimento da legislação trabalhista no que concerne aos intervalos obrigatórios.

Então, fiquei imaginando, qual seria a novidade inserida pela portaria do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)?

As regras para o registro do ponto continuam as mesmas. A jornada de trabalho não foi alterada. Os limites e forma de cálculo das horas extras não sofreram nenhuma modificação.

De diferente mesmo, só a regulação sobre o equipamento utilizado para o registro da frequência. Nesse caso, as novidades são a necessidade de que o equipamento seja homologado pelo MTE, a obrigatoriedade de impressão de um comprovante do registro e a necessária facilitação para que a fiscalização possa extrair o arquivo com os dados registrados.

Alguns comentários afirmaram que, de acordo com a portaria, fica proibido todo tipo de restrição à marcação de ponto, marcações automáticas e alteração dos dados registrados; só que esse tipo de ação nunca foi permitido pela legislação. Na verdade, isso caracteriza adulteração do registro de frequência. Mas todos sabiam que eram práticas normais na maioria das empresas, inclusive obrigando muitas produtoras de software a desenvolverem funcionalidades para facilitar essas ações.

O que a portaria impõe, de fato, é uma forma de impedir que as fraudes ocorram, oferecendo meios da fiscalização obter as informações do coletor e poder cruzá-las com as informações registradas nos sistemas de pagamento; além de obrigar a entrega do comprovante de registro para a outra parte interessada – os empregados.

Outra pérola que encontrei na internet afirma:

“Empresário, veja bem o que vou lhe dizer: o seu funcionário pode trabalhar a hora que ele quiser!

O seu funcionário não tem mais restrições de horário. Ele pode ir trabalhar a hora que quiser…

Sugestão, prepare seu bolso para as horas extras, pois elas virão!

A pessoa que fez tal interpretação sobre o conteúdo da portaria não compreendeu o contexto em que está incluído o registro de frequência. É necessário entender que TODOS os empregados são submetidos ao mesmo conjunto de leis que os empregadores – a CLT – e é por isso que não existe nenhuma liberalidade para que a jornada de trabalho dos empregados seja flexível.

Isso que dizer que a legislação continua obrigando uma jornada de trabalho limitada, sendo que a mais usual é 44 horas semanais (salvo as exceções explicitas), e que cada empregado tenha um horário prefixado para cumprir essa jornada. O horário do empregado deve ser registrado no QUADRO DE HORÁRIO e afixado em local visível – preferencialmente no local de registro de ponto, podendo ser substituído pelo apontamento do horário no próprio cartão de ponto do empregado.

Sobre a sugestão de que haverá um aumento substancial (ou até abuso) na ocorrência de horas extras, precisamos lembrar que isso é um reflexo da gestão (ou falta dela) sobre os empregados. Não são os sistemas de registro de frequência que devem gerir a jornada das pessoas no trabalho, são os gestores! Aquelas pessoas contratadas pelas empresas para orientar e liderar seus empregados, oferecendo as condições adequadas para o exercício de suas funções.

Mesmo antes da edição da portaria 1510, a extensão da jornada para horários extraordinários deveria ser decorrente de necessidades operacionais, conduzidas pelos líderes das pessoas envolvidas.

Outro aspecto que devemos lembrar é que há muita sonegação de pagamento de horas extras, muitas vezes corriqueiras, que, após as rescisões de contrato são objeto de reclamação por parte dos empregados, gerando um amontoado enorme de processos trabalhistas envolvendo enormes quantias de horas não pagas. Mas, se é assim, porque as empresas continuam insistindo em sonegar os pagamentos corretos das horas extras?

Muitas vezes por acharem que fica mais barato deixar de pagar e apostar em poucas reclamações, fazendo acordo com aqueles que reclamarem. Esses são os que não compreendem que os custos da Justiça são transferidos para o bolso da população ou não se importam com um Custo Brasil elevado. Geralmente são os que optam na sonegação e impunidade.

Outras vezes é por acreditar que existe uma concordância dos empregados que as horas extras são necessárias para impulsionar o crescimento da empresa e que, por isso, esses empregados não reclamarão, pois estão comprometidos com esse crescimento. São os ingênuos, que se desapontam com aqueles que reclamam e sentem-se traídos por eles.

O registro adequado das jornadas trabalhadas combinado com uma boa gestão de pessoas pode, com certeza, colaborar para a mudança dessa realidade. Um bom instrumento de gestão de horas extras é o Banco de Horas, ferramenta instituída para funcionar como um banco de compensação de horas em excesso com horas não trabalhadas, que minimiza muito os custos e permite uma melhor organização da empresa em momentos de maior fluxo de trabalho.

Esse recurso ainda é pouco usado. Muitos empresários não entendem como podem implementar o uso do Banco de Horas e não se beneficiam dele.

Para concluir, acredito que a Portaria 1510 traz uma regulamentação que pode até ser considerada exagerada, onerosa e anti-ecológica, mas que visa ajustar a fiscalização sobre uma enorme fonte de gastos para as empresas e motivos de discórdia entre patrões e empregados.

Acredito, também, que ela chamou a atenção para essa antiga necessidade de gerirmos melhor as jornadas de trabalho e suas repercussões nos custos da produção. Para que as empresas possam fazer essa gestão, precisam contar com um sistema de ponto eletrônico capaz de permitir a extração de dados e informações que auxiliem os gestores na tomada de decisões sobre o assunto. Um bom sistema de Ponto Eletrônico passa a ser importante para os gestores de pessoas nesse novo cenário.

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