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Posts Etiquetados ‘Incertezas’

Como queremos ser representados?

Nesses dias onde só vemos, ouvimos e lemos sobre eleições comecei a pensar em como somos representados em cada uma das esferas sociais às quais pertencemos.

No âmbito da representação política do Estado brasileiro, temos regras que nos obrigam a participar do processo eletivo daqueles que nos representam frente ao Estado nacional. Não haveria chance de pecarmos pela omissão, ainda que muitos insistam em omitirem-se da discussão política.

Isso implicaria dizer que as reclamações sobre a qualidade de nossos representantes nessa esfera são injustificáveis, pois todos somos convocados a participar do pleito e não podemos mais apelar a justificativas como falta de democracia ou na desinformação para explicar a má qualidade de nossos representantes ou a nossa insatisfação com eles.

Mas este não é o único âmbito no qual delegamos a representação de nossos interesses a terceiros, temos muitas instâncias nas quais somos representados por outras pessoas e nas quais somos chamados a votar e nem sempre damos a devida atenção. Desde representantes de sala de aula, síndicos em nossos condomínios, membros de conselhos de interesse público, diretores em conselhos profissionais, sindicatos e associações das mais diversas. Nesses casos a experiência mostra que a grande maioria opta pela omissão! Fazem de conta que isso não interfere em suas vidas e abrem mão de seu direito de pleitear um cargo ou de escolher que os representará em cada um desses espaços políticos.

No entanto essas entidades ou instâncias não deixam de existir. Mesmo que você não acredite nelas, elas existem e coexistem como atores do ambiente social que está à sua volta. E o que é pior, essas entidades e seus representantes podem falar (e falam) em seu nome. São elas que atuam para interferir numa série de assuntos que afetam diretamente sua vida.

Quando somos omissos e conformados com essa condição, nos rendemos aos fatos e deixamos a vida nos levar, não reclamamos das decisões tomadas por nós ou às vezes nem percebemos que essas foram tomadas, apenas cumprimos nossas obrigações sociais sem nos dar conta que uma enorme máquina se movimenta em nosso nome, mesmo que não concordemos com isso.

Essa postura é errada, mas aqueles que agem assim, na maioria das vezes, acreditam que a vida é assim mesmo, que temos de cumprir as regras que os outros fazem, pois não conseguimos influenciar os rumos das coisas, pois somos pobres, fracos e não conhecemos as pessoas certas. É claro que isso pode ser mudado se mudarmos nossa postura frente a realidade social que nos cerca, de forma imediata e mediata. Agindo de forma omissa evitamos o trabalho de defender idéias e posições que podem mudar a nossa realidade. Conformamos-nos em fazer parte da massa, porque dá menos trabalho. Nem fazemos questão de ficar ouvindo conversas ou debates sobre direito disso e defesa daquilo. Ecologia, direitos humanos, combate a pornografia, regulamentação de toda espécie, estatuto do idoso, da criança, do adolescente, da mulher… prá que tanta coisa, isso é para os outros, não me afeta em nada.

Esse é o tipo de omisso que precisa se educado para as coisas da vida e da sociedade onde vive. Precisa ser despertado para o seu papel de cidadão! E para esses a sociedade deve destinar um conjunto de ações que devem começar na escola fundamental e acompanhar as pessoas até formá-las cidadãos de verdade. Isso me faz pensar nas velhas aulas de Educação, moral e civismo que eram ministradas na época do regime militar e me pergunto, será que deveríamos voltar com aulas que nos fizesse pessoas mais questionadoras e orgulhosas de nossa nação? Essa é uma pergunta para a qual espero uma resposta de vocês.

Mas existe outro tipo de pessoa que se omite: um tipo inescrupuloso e mal intencionado que tem como finalidade criticar e reclamar de tudo que os seus representantes fazem. Ele não é ignorante quanto aos seus direitos e obrigações sócio-políticas. Tem bom nível cultural e até já se arriscou a ser candidato a alguma posição de representante. No entanto suas posições não convenceram seus eleitores ou, se convenceram, acabaram por causar decepção àqueles que confiaram nele. Por fim, esse eterno inconformado optou por afastar-se das entidades, dos círculos sociais e do convívio com outras pessoas para ficar à espreita daqueles que são eleitos para representá-lo, exigindo “tudo o que tem direito” de forma bastante agressiva, sempre pronto a criticar de forma ácida os que se dispuseram a enfrentar a missão de colocar-se à frente de qualquer entidade.

Esse tipo covarde de omisso é a figura mais perniciosa que pode existir no meio social! Age sempre pelas sombras, as escondidas, só sabe reclamar e se justifica baseando-se sempre nos direitos, mas, geralmente, longe de ser cumpridor de suas obrigações. Sempre muito democráticos, esquecem-se que a base da democracia é a vida em comunidade (conjunto de pessoas que se organizam sob o mesmo conjunto de normas), mas só lembram-se dela (a comunidade) quando é para operar o seu direito.

É claro que aqui em Goiás não seria diferente, muito menos no meio da comunidade de tecnologia da informação. No ano de 2010 estamos vendo o esforço de duas décadas de trabalho associativo florescer e tomar parte ativa na vida social, econômica e política de Goiás. Nosso seguimento é reconhecido pelo trabalho destacado de duas entidades representativas: o Sindinformática e a Comtec. Essas entidades amadureceram e hoje contam com duas diretorias que representam a ampla gama de empresas do setor de TI goiano e fazem um trabalho ativo na defesa dos interesses dessa comunidade nas frentes políticas e econômicas.

Quem está nesse mercado a algum tempo sabe o quanto foi difícil e trabalhoso para as diretorias anteriores manterem essas entidades funcionando. Mas o empenho desses antecessores e o amadurecimento dos jovens empresários que hoje assumiram a direção das entidades está culminando no reconhecimento da importância de nosso setor econômico e na possibilidade de participarmos e influenciarmos nos rumos de nosso Estado. Os únicos que não vêem isso são aqueles que optarem por se omitir da participação comunitária e agir como críticos calcados no eterno pessimismo, daqueles que vêem o copo sempre “meio vazio”.

Não receber críticas é ruim, mas só receber críticas, sem nenhum reconhecimento dos avanços evidentes que obtivemos, é mais que péssimo.

Eu sei o tipo de representante que desejo falando em meu nome! Pessoas capacitadas, que saibam ouvir os meus desejos e poder repercuti-los para os que podem agir. Pessoas com visão de futuro, que saibam valorizar as pessoas, que saibam motivar, que não se esqueçam a origem de sua representatividade. Essa é outra pergunta para a qual desejo uma resposta: Como queremos ser representados?

Sintam-se a vontade para falar.

Cuidado ao navegar em “oceanos verdes”

Olha só que maravilha de lugar! Tranquilo, sem ondas, de um verde cristalino, sem perigo de peixes grandes outras criaturas indesejáveis. Nada como um mar assim para podermos gozar a vida. As crianças podem brincar a vontade, podemos descansar e gozar a paz desse bucólico lugar. Todos em segurança.

Lá ao longe, um oceano azul, imenso e cheio de possibilidades, mas profundo e desconhecido. Melhor ficar por aqui mesmo!

Esse cenário representa um “oceano verde”. Geralmente são trechos dos oceanos que tem essa coloração devido às suas águas pouco profundas. Uma paisagem realmente linda, com alguns bancos de areia e piscinas naturais, bem pertinho da praia.

Se imitarmos Mr. Kim e Mme. Mauborgne, seria uma metáfora do mundo corporativo onde a competição não é sangrenta; não existem muitos riscos; geralmente os espaços são generosos para todos os que querem desfrutar desse mercado; é possível perceber e localizar bem os concorrentes; não somos assediados por predadores de porte; temos bastante mobilidade; mesmo em momento de crise, temos uma considerável segurança; é um mar de tranqüilidade.

O grande problema desse mar é o fato de que nele tudo é limitado. Ele é muito interessante para aqueles que se contentam com pouco: pouco trabalho, poucos desafios, poucos recursos, poucos ganhos, poucos diferenciais.

Existe um enorme perigo com esses oceanos verdes. O perigo de não chegarmos a lugar nenhum, de nos contentarmos com a mediocridade. Para que sejamos realmente empreendedores de sucesso não podemos nos contentar com limitações, devemos ser ousados!

→ ousadia (substantivo feminino) – atrevimento, audácia, coragem, galhardia.

Pensemos em ousadias

  • Surfar – não temos ondas que sustentem uma prancha, por menor e mais leve que seja.

O surf é a busca da inovação! É ser impulsionado pelos ciclos de renovação constante, promovido pelas descobertas de novas ondas criativas. É viver na vanguarda, aproveitando os impulsos para fazer manobras novas e aperfeiçoá-las até que se tornem corriqueiras.

O surfista não se contenta com o bom resultado, ele busca sempre a superação do que já alcançou. Se parece ter chegado ao final, ele retorna e busca uma nova onda, e outra, e outra…

  • Esquiar – não há espaço para manobras com uma lancha que puxaria o esqui.

O esquiador se aproveita de forças propulsoras do mercado. Muitas vezes não temos ondas naturais para nos impulsionar, mas podemos aproveitar as forças disponíveis no ambiente e criar movimento com um bom motor.

Usamos a força de que dispomos para puxar o esquiador. Demanda ampla, moda, novas necessidades do mercado. Alguma coisa serve para puxar os negócios na direção do crescimento. Mas esse motor precisa de um espaço mais amplo para poder funcionar, senão não gerará o impuxo necessário para fazer com que o deslocamento seja constante e uniforme para permitir as manobras do esquiador.

Esses mares rasos impedem que a propulsão seja realmente utilizada com todo seu potencial o que gera instabilidade e frustração aos que tentam aproveitar essas oportunidades.

  • Mergulhar – para que? Tudo é visto da superfície!

O mergulhador é o pesquisador! Diferente do surfista, ele se detém na busca de entender com mais “profundidade” o que está encoberto e carece de mais conhecimento. Essas pesquisas podem gerar domínio de diferenciais que são percebidos através dos mergulhos.

Em oceanos verdes tudo está à vista em função de sua transparência, ou está logo abaixo da superfície e mergulhos com snorkel (poucos recursos de custo baixo) podem desvendar um mundo bem interessante. Outro fator é que aquilo que está encoberto pode aflorar quando a maré baixar um pouco e desvendar todos os “mistérios”.

Grandes investimento de recursos para mergulhos profundos serão desperdícios de dinheiro e produziram resultados limitados frente ao mercado desses oceanos.

  • Pescar – só temos peixes pequenos, nada que nos desafie.

O pescador enfrenta os desafios com técnica, persistência e bons recursos. Em oceanos verdes a pesca é a da sobrevivência: poucos e pequenos peixes para as refeições. Nenhum Marlim nadará nessas águas rasas! E se aparecer algum, será uma anomalia.

Se não somos desafiados nossas técnicas e recursos não se desenvolverão e nossa competitividade não melhorará. Estaremos condenados à estagnação e, consequentemente, seremos ultrapassados por aqueles que estão em crescimento.

Crescer é fundamental

Esse ambiente que nos parece maravilhoso a primeira vista, pode ser o responsável por nossas grandes derrotas. Se estivermos realmente preocupados com as condições para o desenvolvimento de nossas empresas, temos de aferir as condições ambientais para avaliarmos nossas reais condições de crescimento.

A competição sempre é benéfica para os negócios! Mesmo em oceanos vermelhos (ou principalmente nesses) a sobrevivência das empresas está ligada ao constante movimento de superação das dificuldades mercadológicas impostas pelos concorrentes. Quando nos acomodamos com nosso porte ou forma de fazer negócios, acabamos por perder a sensibilidade e atenção às imposições dos mercados competitivos.

Então, cuidado! Não se conforme com as paisagens belíssimas e pouco desafiadoras desses oceanos verdes.

Qual a marca da sua rua?

“E aquilo que nesse momento se revelará aos povos
Surpreenderá a todos, não por ser exótico
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto
Quando terá sido o óbvio”

Um índio – Caetano Veloso

Dia desses estávamos reunidos no Sindinformática discutindo por que devemos trabalhar pela implantação de um pólo de tecnologia em nossa cidade. Muitos empresários acreditam que os benefícios de um empreendimento desse não são relevantes.

Parece-me que esse deve ser um pensamento que segue a maioria dos empresários, pois a reunião, que tinha como único tema da pauta esse assunto, não foi das mais concorridas. Então temos de refletir sobre essa dúvida com muito mais cuidado.

Será que a construção de um pólo de tecnologia da informação em Goiânia é realmente importante?

Eu, francamente, acho que é importantíssimo, mas minha opinião é secundária. Vamos, então, tentar argumentos mais práticos. Alguém já ouviu falar de algum dos lugares abaixo:

  • Rua 25 de março – São Paulo
  • Santa Efigênia – São Paulo
  • Avenida Bernardo Sayão – Goiânia
  • Rua José Hermano – Goiânia

O que esses locais trazem à sua memória? São locais de alta concentração de empresas comerciais. Muito bem! Agora eu gostaria que você relacionasse, pelo menos, três empresas instaladas em cada um desses logradouros.

Muitos não conseguirão relacionar nenhum nome. Mas sabem muito bem (ao menos fazem idéia) o que podem encontrar em cada local citado.

Temos outros exemplos interessantes. São os centros de compras (shoppings centeres), uma boa sacada dos americanos e que, rapidamente, ganhou as cidades brasileiras. A concentração de muitas lojas em um único local melhorou a vida dos consumidores, mas os grandes beneficiados foram os lojistas.

Todos esses locais são pólos que atraem milhares de pessoas, todos os dias, para negociar com empresas, algumas das quais nunca ouviram falar. Eles são motivados pela marca desses lugares.

Isso me parece um bom exemplo do que podemos obter com a construção de um pólo de tecnologia em nossa cidade. Podemos desenvolver uma marca forte e alavancar negócios com clientes que não alcançaremos se nos mantivermos isolados.

Também existem outros benefícios que podem ser compartilhados: publicidade, infraestrutura, segurança, conservação. Tem outras coisas que nem podemos ter em nossas empresas: área de lazer, auditório, salas de reuniões, teatro, cafeterias, ambientes de convivência. Podem até parecer sem importância ou supérfluas, mas são muito chiques.

É claro, tem também a possibilidade de troca constante de conhecimentos e facilidade para aprimorarmos os relacionamentos e formarmos parcerias, integrando soluções ou desenvolvendo produtos conjuntamente. Não podemos nos esquecer da pesquisa científica e do desenvolvimento tecnológico proporcionado pela alta concentração de empresas interessadas.

Acontece que tudo isso me parece bastante óbvio. Mas aprendi com um colega que as coisas óbvias, muitas vezes, precisam ser explicadas. Então me lembrei da música do Caetano e resolvi escrever esse texto.

Insisto que é importantíssimo trabalharmos para a criação do pólo de tecnologia em Goiânia, se não fosse assim, porque tantas cidades estariam buscando uma solução dessas? Leiam:

Será que só as empresas goianas não precisam disso? Será?

A cabana

Você já perdeu alguém amado? Aqueles que já passaram por isso sabem que é um tipo de dor totalmente indescritível. Um turbilhão de sentimentos que vão de um profundo vazio interior até uma enorme revolta contra não-se-sabe-o-que.

Como já me deparei com inúmeros eventos de morte, umas vezes de pessoas muito próximas outras vezes de conhecidos mais distantes, sempre lutei com esses sentimentos. Na pior das hipóteses era um enorme desconforto, uma tristeza sem sentido, pois não havia nenhuma ligação com a pessoa morta. Quem não sentiu algo com a morte de Tancredo Neves ou Airton Sena?

Como isso sempre me incomodou, pois cresci achando que mortes sempre geram sentimentos ruins, resolvi perguntar ao meu Pastor por que ficamos assim, inclusive quando não conhecemos as pessoas. Ele prontamente me respondeu: “Não fomos feitos para morrer! Deus nos criou para vivermos eternamente com Ele. Mas fomos condenados à morte porque fomos desobedientes.”

(Gênesis 2:16-17) – “E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”

Com essa explicação lógica sobre a situação e os sentimentos que envolvem a morte eu me senti mais esclarecido, mas nada que pudesse mudar a sensação sobre o assunto.

Eu já havia percebido que existem aquelas mortes que ponderamos como “naturais”. Quando as pessoas já são idosas ou sofrem de uma doença incurável. Existem também aquelas fruto de acidentes, que nos pegam desprevenidos, mas, devido às condições, são absorvidas como uma fatalidade, uma condição do “destino”.

Mas existe uma outra categoria de morte, muito dura; aquela provocada pela ação de alguém que tira, ou pior, escolhe tirar a vida de outro ser humano. Essa nos causa uma ferida profunda e brutal!

É como se um pedaço nosso fosse arrancado. É totalmente incompreensível, imperdoável. Somos tomados por uma revolta e acreditamos que só a morte do assassino nos faria conformados. Esse tipo de morte gera uma revolta tão grande que ela se estende até ao próprio Deus. Mesmo pessoas tementes a Deus, cristãos conhecedores da Palavra Sagrada, podem ser tomados pelo sentimento de injustiça com que Deus tratou a pessoa amada, que foi tirada de nós de uma forma tão dura. Também há a necessidade de que o culpado seja punido e achamos que Deus está sendo omisso no cumprimento de Sua justiça.

Nesses casos, “perdão” é uma palavra amarga e um conceito inadmissível. Como perdoar alguém que não tem coração? Um monstro! Nessa hora não daremos ouvidos a Jesus Cristo:

(Mateus 18:21-22) – “Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?  Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.”

O nosso coração se encherá de ódio e seremos levados a desejar a morte de outra pessoa. Olho por olho, dente por dente.

Um caso concreto foi a morte do meu irmão. Abalroado por trás, por um automóvel, sua moto foi projeta contra uma árvore e, em função dos ferimentos, morreu aos 42 anos de idade. Durante anos (talvez até hoje) meu pai alimentou em seu coração o desejo de que a pessoa que provocou o acidente fosse, ao menos, presa, para pagar pela morte do filho que ele perdeu tão prematuramente.

A falta de punição da culpada fez com que o coração de meu pai permanecesse dolorido e cheio de raiva, contra a pessoa e contra Deus.  Ele não conseguia entender a vontade de Deus naquela situação. Hoje eu vejo a situação com outros olhos: Meu irmão estava viúvo fazia dois anos e a falta da esposa o havia deixado sem rumo, não trabalhava direito, não sabia lidar com os filhos, estava sem uma parte sua. A perda da esposa o aproximara de Deus e ele havia aceitado a Jesus, então Deus deve ter optado por levá-lo para junto Dele, para que algum benefício viesse disso.

(Romanos 8:28) – “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.”

Meu pai não sabe que esse evento tirou dele um filho, mas mudou a vida de outro. Por conta da morte de meu irmão, meu coração fechado para as coisas de Deus foi quebrado e hoje eu sou do Senhor, ministrando a sua Palavra e, junto com minha esposa e filhos, servimos à Sua obra. Minha sobrinha, filha desse irmão, também está rendida a Jesus, e talvez não fosse assim, se a situação fosse outra.

De qualquer forma, na maioria dos casos, principalmente nas situações de assassinatos de crianças ou jovens inocentes, somos tomados pela revolta. As vidas se tornam escuras e um peso enorme é posto sobre nossos ombros. E Deus é envolvido nisso como um vilão, como alguém que lhe traiu, que o está punindo por algo que você não compreende, pois Ele não lhe dá explicação nenhuma sobre Seus motivos. Aliás, isso seria o mínimo que Deus devia fazer: explicar por que está fazendo isso com você.

Será que isso te aliviaria? Escutar de Deus uma explicação sobre o motivo de tamanha injustiça?

Esse é o contexto do livro “A cabana”, de William P. Young, para o qual eu faço uma recomendação de leitura. De imediato ressalto que o livro nada tem de religioso. Ele trata de como é o relacionamento de Deus conosco. Serve para todos os que crêem Nele e muito mais aos que não crêem.

Recomendar livros é algo difícil, pois estaremos tentando impor algo a terceiros, contudo, dessa vez, me arriscarei a recomendar um livro aos leitores desse blog, porque nesse existe uma oportunidade singular de entendermos que a vida toda está baseada em relacionamentos. Nossos relacionamentos é que dão sentido à nossa vida. O texto de Young quer nos apresentar as facetas de nossos relacionamentos com todas as pessoas que nos cercam: família, amigos, desconhecidos, inimigos, Deus e com nós mesmos.

É um livro que prenderá sua atenção. Será difícil iniciar a leitura e não querer terminá-la. Ele nos prende com um suspense quase elucidável. Mas, se vocês o lerem até a última página (a última mesmo), terão muitas boas surpresas e, como eu, o recomendarão para todos os que puderem alcançar.

Arrisquem-se na minha recomendação e boa leitura!  Se valer a pena, volte aqui e deixe seu comentário. Se não valeu, volte também e registre sua crítica.

Deus os abençoe!

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