Cooperação – para crescermos juntos

“Cooperação, no contexto da economia e sociologia é uma relação de entreajuda entre indivíduos e/ou entidades, no sentido de alcançar objetivos comuns, utilizando métodos mais ou menos consensuais.” (Wikipédia)

Lembram daquela história do “juntos somos fortes”? Suponho que essa expressão tem a ver com uma ação conjunta entre pessoas ou empresas para conseguirem alcançar um objetivo comum, visando à superação de dificuldades que, como indivíduos, seriam muito difíceis de serem vencidas.

Bem, se for isso, a pergunta que gostaria de fazer é: Quando, de fato, passaremos a agir juntos?

Temos feitos boas tentativas, mas não passam disso. Pequenos projetos, ainda de cunho individualista, que visam muito mais reduzir custos das empresas para contratação de alguns serviços, do que realmente desenvolver uma política de colaboração com vistas a melhoria das condições de competição dessas empresas.

É um treinamento aqui, uma consultoria ali, e assim vamos fazendo de conta que cooperamos uns com os outros. Mas sinto que precisamos de mais que isso.

A falta de efetividade no sentido de elaborarmos um plano de colaboração que possa alavancar, pelo menos, algumas empresas de nossa região é algo frustrante. Sabemos que somos pequenos, mas nos recusamos a admitir que podemos nos associar a outras empresas, também pequenas, para gerarmos resultados grandes para todos os envolvidos.

Nossas associações são um sonho que não decola. Fincados no personalismo e no proselitismo, firmamos um discurso tão distante da prática que chega a ser constrangedor. Como podemos avançar na área de cooperação se não conseguimos nos aglutinar de forma organizada?

Desde o final de 2008 estamos desenvolvendo um trabalho que visa aproximar a Comtec e o Sindinformática, buscando o desenvolvimento de ações comuns e articuladas, em conjunto. Contudo nada sai do papel. Tudo é barreira ou motivo para que as ações não sejam implementadas.

Os empresários, que deveriam ser os principais interessados que essas ações fossem convertidas em prática, não conseguem compreender que as associações precisam de pessoas dispostas a fazê-las caminhar. Não basta apenas dizer que “podem contar comigo” ou que “estou aqui, se precisar me chame”. De fato precisamos gerar entidades que nos representem e defendam nossos interesses junto aos governos e à sociedade. Quem pode fazer isso senão os empresários que representam ativamente as empresas?

Poucos estão, de fato, empenhados em fazer com que as entidades atuem juntas. Alguns querem apenas os refletores e flashes, usando das entidades como trampolins para outras carreiras; e muitos já viram esse filme.

É claro que as entidades devem incentivar as redes de relacionamentos sociais e políticos, mas isso deve converter-se em benefício da comunidade empresarial e não das pessoas. Pelo menos esse é o pensamento que deveria imperar.

Repito: Quando, de fato, passaremos a agir juntos?

E quando será para o bem de nossas empresas?

O triste é não termos respostas para essas perguntas. Essa falta de respostas afasta os empresários de verdade, pois eles vão cuidar do desenvolvimento de suas empresas e preferem enfrentar suas dificuldades particulares ao invés de lutarem solitariamente pelo desenvolvimento das empresas de nossa região.

Isso é um desabafo e pode estar recheado de exageros, por isso abro espaços para as réplicas, pois, nesse caso, quero muito ser convencido que estou errado.

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