Ocupação ou negócio?

Um dia você se viu cansado de trabalhar para outra pessoa. Estava certo que suas idéias poderiam render muito mais se fossem implementadas do seu jeito, sem ter de esperar autorização do seu patrão.

O seu emprego estava te limitando e não era mais possível você deixar seu lado empreendedor paralisado, submetido à vontade de terceiros. A única saída era montar sua própria empresa. Só assim você teria liberdade suficiente para colocar todas as suas idéias em prática.

É claro que uma atitude dessas não pode ser tomada de uma hora para outra. É preciso cuidado!

Acontece que agora você tem certeza absoluta que desenvolveu uma idéia muito boa, que pode ser um grande diferencial no mercado. Olhou para as economias, respirou fundo e partiu para realizar o sonho de ser empresário. Trabalhou duro, diuturnamente, privando a família de sua presença mais constante, mas estava investindo na consolidação do empreendimento que, no futuro, significará a aposentadoria tranqüila e a garantia de uma vida melhor para seus filhos e netos. Aliás, quando você começou nem pensava em netos, na verdade seus filhos eram pequenos (ou nem tinham nascido) e o que importava era construir seu sonho.

Com empenho, esforço, boas idéias e uma pequena dose de sorte, tudo está caminhando muito bem. O seu projeto de empresa está bem estabelecido: uma boa carteira de clientes, produtos e serviços de qualidade, uma estrutura bem organizada e controles que lhe permitem gerir seu negócio com tranqüilidade.

Sua empresa já tem um bom tempo de mercado (5, 10, 15, alguns anos) e você, como bom empreendedor, continua dedicado ao trabalho de conduzi-la, ocupando-se daquilo que você faz melhor (e que nenhum de nós tem certeza do que é). Então, agora, você é o diretor de …..

Nesta altura do campeonato precisamos fazer uma pequena reflexão: Sua empresa é um negócio ou uma ocupação para você?

Nos dias atuais, o termo ocupação é usado como sinônimo de trabalho, aquilo de que alguém se ocupa. Seria como um emprego.

“Em economia, negócio, é referido como um comércio ou empresa, que é administrado por pessoas para captar recursos financeiros para gerar bens e serviços, e por consequência proporciona a circulação de capital de giro entre os diversos setores. Em apertada síntese, podemos dizer que, entende-se por negócio toda e qualquer atividade econômica com o objetivo de lucro.” (extraído da Wikipédia, a enciclopédia livre.)

O seu foco tem sido ganhar o suficiente para “viver bem” ou o que você busca é transformar sua empresa em um negócio lucrativo para todas as partes envolvidas? Em outras palavras: você se contenta em ser uma micro ou pequena empresa ou está disposto a crescer?

Sua empresa é uma forma de você ganhar um pouco mais de dinheiro, sem ter de se preocupar com um patrão? Ou é a busca de realização de um sonho que transcenda a sua vida?

Perto da minha igreja tem um pequeno supermercado, ao qual recorro de vez em quando para comprar “coisas de mercadinho”. No mês de julho, numa dessas necessidades, fui o mercadinho e ele estava fechado e foi ai que me dei conta que já fazia alguns dias que estava assim. Perguntei a uns vizinhos o que havia acontecido, se havia fechado?

– Estão de férias! Disse o vizinho, logo explicando que o mercadinho é “tocado” por um casal e que todo mês de julho eles fecham por 15 dias, pois saem de férias.

Para o casal, essa empresa é uma ocupação e não um negócio. Parece ser uma forma de ganharem dinheiro para a sobrevivência (mais do que se fossem empregados) e os clientes e fornecedores precisam compreender que eles têm o “direito” de sair de férias, por isso fecham uns dias no mês de julho.

Muito bem! Acredito que a maioria das pessoas que lêem esse artigo não se enquadra nesse exemplo. Pelo contrário, alguns nem tiram férias e estão sempre preocupados com os clientes e em melhorar o atendimento e em desenvolver produtos melhores e agregar valor através de serviços.

Portanto, estão bem ocupados com o negócio, certo?

– Certo! Certo?!?

Onde quero chegar? Vamos lá:

Como anda o planejamento estratégico de sua empresa? Quais seus objetivos estratégicos de curto, médio e longo prazo? Qual sua visão de futuro? Qual a missão de sua organização? Quais são os valores éticos que orientam as tomadas de decisão?

Você tem certeza que não tira férias por medo das coisas pararem na sua ausência? Confia que as diretrizes empresariais estão claras para todos os colaboradores? Os processos estão bem definidos? Você está se ocupando em pensar o futuro do negócio, pois o presente está bem controlado pelos líderes do nível tático?

Qual fatia de mercado sua empresa detêm? Quanto vai crescer no próximo ano? Quais cenários foram desenhados para o médio prazo? Quanto do ciclo de vida dos seus produtos já foi consumido? Quais os próximos lançamentos?

Mas isso são preocupações de empresas grandes, e sua empresa é pequena para se preocupar com essas coisas, não é isso?

Vamos perguntar de novo: O seu foco tem sido ganhar o suficiente para “viver bem” ou o que você busca é transformar sua empresa em um negócio lucrativo para todas as partes envolvidas?

Ocupar-se do seu negócio é importante, mas ocupe-se com transformá-lo em algo perene, que dure além do tempo de sua vida, trabalhe para que aqueles netos que não existiam no inicio dessa empresa possam se beneficiar de seu trabalho e um dia possam dizer, numa reunião de diretoria:

– Quando nosso avô idealizou essa empresa, ele a transformou em um negócio para durar, pois tinha uma visão de longo prazo…

Pense nisso. Ou melhor, repense isso. Invista tempo e dinheiro no desenvolvimento do seu negócio, pense grande, pense estrategicamente.

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Aprendizado e crescimento

É necessário continuar estudando sempre, pois nossa formação nunca acaba. O mundo muda todo dia e, a cada dia, muda mais rapidamente.

Twitter, redes sociais, gestão de marcas, planejamento estratégico, desenvolvimento de novos produtos, computação em nuvem, software como serviço, gestão do conhecimento, gestão de pessoas, liderança…

Todos os dias somos envolvidos em uma enorme quantidade de temas que exigem atenção; assuntos constantes em conversas de negócios e são requisitos, cada dia mais comuns, na vida das empresas. A lista acima é pequena e relaciona apenas os itens mais mencionados atualmente nas rodas de profissionais e revistas de negócios.

Para participarmos dos bate-papos é necessário, pelo menos, entendermos os conceitos que eles envolvem, mas para avançarmos no mundo das empresas de tecnologia e traçar suas estratégias e operar suas táticas, o conhecimento superficial não serve.

Vivemos na era da informação e do conhecimento, mas nem todos se dão conta do que isso implica em nossas vidas e no trabalho que desenvolvemos.

A primeira era econômica foi baseada na agricultura: bastava ao homem saber cultivar a terra e colher do seu fruto, ou tratar de rebanhos, para garantir a subsistência da sua família. Fomos assim até a idade média.

Logo depois, com abundância de produtos agrícolas, veio a era baseada no comércio transnacional. Grandes companhias passaram a vender e comprar as produções agrícolas e têxteis. Progrediram os profissionais do comercio e das intermediações financeiras.

Ao chegarmos ao século vinte, surge a era industrial, quando as grandes indústrias nasceram. Foi então necessário criar as profissões industriais e formar um exército de técnicos. A subsistência era garantida por conhecimentos operacionais e o homem era reconhecido pelas suas habilidades operativas. A elite profissional eram os engenheiros.

Agora, no início do século vinte e um, é o conhecimento que prevalece. As profissões intelectuais e técnico-científicas são as mais requisitadas e é preciso acordar para isso, como nação e corpo social. Como podemos nos candidatar a sermos potencia econômica se ainda contamos com enorme parcela da população na condição de analfabeto funcional? Quando menos de 10% da população tem acesso à graduação superior? Quando o número de pesquisadores é um dos menores do mundo?

Na era do conhecimento, não elegemos o conhecimento como prioridade! E isso não está restrito à falta de políticas públicas ou programas de governo. Está incrustado nas pessoas. O desprezo e menosprezo por educação e formação, ainda é corrente, mesmo no meio empresarial ligado diretamente à tecnologia da informação. É comum vermos uma enorme quantidade de pessoas que concluem sua graduação, mas apenas passaram alguns anos de suas vidas cumprindo horários nas academias. Infelizmente, encontramos uma sociedade que desperdiça suas oportunidades de aprendizado e engana-se com títulos que não conferem nenhuma vantagem real a essas pessoas. Só estudaram para provas que tinham, como única função, gerar uma nota para que as pessoas fossem aprovadas e pagassem, satisfeitas, suas mensalidades.

Mas existem exceções. Na Tron Informática estamos vivendo dias de constantes descobertas e busca intensa de novos conhecimentos. Temos sido empurrados por uma demanda crescente por inovações em produtos, métodos e técnicas organizacionais, o que nos obriga à evolução tecnológica e à pesquisa. Em função disso, não podemos nos contentar com colaboradores acomodados e medianos. Também não podemos dispensar aquelas pessoas que são leais e comprometidas com a empresa, só porque não acordaram para a realidade dessa nova era.

Em função disso, temos incentivado, fortemente, que as pessoas saiam da acomodação e busquem aprimorar seus conhecimentos, de forma a desenvolverem-se e formarem-se para um dos mercados mais competitivos do planeta. Todos os dias são apontados novos desafios, circulam dezenas de artigos e outros tantos links são enviados, com o intuito de despertar as pessoas e apontar tendências.

A Tron é uma empresa jovem com muitos jovens em seu quadro e o incentivo a um processo constante de atualização já foi integrado ao nosso dia-a-dia. Não podemos permitir que as pessoas imaginem que já estão prontas ou que o seu nível atual de conhecimento é suficiente para os desafios impostos pelo mercado. Muitas pessoas julgam-se muito “velhas” para preocuparem-se com formação e educação ou que já chegaram onde poderiam chegar e não adianta buscar melhoras ou que não existem mais oportunidades de crescimento, pois as posições já estão ocupadas. Estes são argumentos tremendamente enganosos. Levam-nos a subestimar nosso potencial e capacidade de crescimento. Nada disso é uma verdade absoluta.

Para comprovar isso, cito meu próprio exemplo. Após anos ocupando um cargo de diretor em empresa de porte médio, concluí que não dispunha do conhecimento necessário para atender a demanda de responsabilidades que o tal cargo exigia e, com 39 anos de idade, busquei os bancos escolares para me graduar em administração. Formado aos 42 anos, logo percebi que tinha apenas os conhecimentos básicos necessários para, realmente, ficar à frente de uma organização. Desde então, a busca incessante por informações, cursos, leituras técnicas e especializações tem sido uma constante em minha vida.

Temos casos de pessoas que não se graduaram, mas investem pesadamente em cursos, treinamentos e literatura, como forma de se preparar para o mercado. Entre muitos cito o Reilly Rangel (diretor da Tron Informática), consumidor inveterado de livros (uma traça mesmo) e assíduo leitor de revistas especializadas na sua área de negócios, além de participante ativo de treinamentos e palestras. Pessoa sempre ligada às tendências mercadológicas, apaixonado por marketing, tem se empenhado em incentivar toda nossa equipe na busca de ampliação do conhecimento.

Mas o caso mais emblemático que temos é o Paulo de Tarso. Graduado em processamento de dados pela Faculdade Anhanguera, ele é o exemplo das pessoas que não se contentam em ser mediano. Primeiro desafio foi a certificação do sistema de gestão da qualidade da Tron. Cursos sobre processos da qualidade e normas NBR-ISO 9000, capacitaram-no para assumir a gerência do Departamento da Qualidade e conduzir a empresa para ser uma das primeiras goianas a certificar seu sistema de gestão nessa norma.

Em seguida, diante do projeto de criar uma rede de canais diferenciada para a Tron, empenhou-se em treinamentos, palestras e leitura sobre franchising, e criou um modelo de canais próprio para a Tron. Em seguida, guindado à gerência do Departamento de Marketing, fez sua primeira pós-graduação, para especializar-se nessa área de conhecimento. Agora, na condição de gerente do Departamento de Negócios, está cursando outra pós-graduação, especializando-se em gestão de negócios.

São pessoas assim que fazem diferença numa empresa como a Tron. Felizmente, temos muitos colaboradores seguindo esses exemplos, mas ainda são a minoria. Consideramos necessário mudar essa realidade. As oportunidades de crescimento, tanto interno quanto externo, devem surgir naturalmente quando estamos buscando desenvolver a empresa e precisaremos de pessoas preparadas para assumirem posições de liderança nessa nova realidade, por isso a insistência.

Sabemos bem que, apenas enormes volumes de informação acadêmica, sem experiências práticas podem gerar apenas lixo cultural, contudo, apegarmo-nos somente à experiência acumulada ao longo de vários anos, repetindo as mesmas operações, não forma o profissional dessa era. É o equilíbrio correto entre conhecimento prático e teórico, o grande diferencial para aqueles que querem deixar sua marca e fazer diferença por onde passarem.

É bastante recomendável investir em conhecimento e na melhoria constante de seu capital intelectual, voltando-se para uma formação ligada à realidade do mercado no qual atua, gerando diferencial capaz de abrir portas para a ascensão profissional, dentro ou fora da empresa na qual está atuando.

Não percam mais tempo, tudo muda muito rápido!