Aprendizado e crescimento

É necessário continuar estudando sempre, pois nossa formação nunca acaba. O mundo muda todo dia e, a cada dia, muda mais rapidamente.

Twitter, redes sociais, gestão de marcas, planejamento estratégico, desenvolvimento de novos produtos, computação em nuvem, software como serviço, gestão do conhecimento, gestão de pessoas, liderança…

Todos os dias somos envolvidos em uma enorme quantidade de temas que exigem atenção; assuntos constantes em conversas de negócios e são requisitos, cada dia mais comuns, na vida das empresas. A lista acima é pequena e relaciona apenas os itens mais mencionados atualmente nas rodas de profissionais e revistas de negócios.

Para participarmos dos bate-papos é necessário, pelo menos, entendermos os conceitos que eles envolvem, mas para avançarmos no mundo das empresas de tecnologia e traçar suas estratégias e operar suas táticas, o conhecimento superficial não serve.

Vivemos na era da informação e do conhecimento, mas nem todos se dão conta do que isso implica em nossas vidas e no trabalho que desenvolvemos.

A primeira era econômica foi baseada na agricultura: bastava ao homem saber cultivar a terra e colher do seu fruto, ou tratar de rebanhos, para garantir a subsistência da sua família. Fomos assim até a idade média.

Logo depois, com abundância de produtos agrícolas, veio a era baseada no comércio transnacional. Grandes companhias passaram a vender e comprar as produções agrícolas e têxteis. Progrediram os profissionais do comercio e das intermediações financeiras.

Ao chegarmos ao século vinte, surge a era industrial, quando as grandes indústrias nasceram. Foi então necessário criar as profissões industriais e formar um exército de técnicos. A subsistência era garantida por conhecimentos operacionais e o homem era reconhecido pelas suas habilidades operativas. A elite profissional eram os engenheiros.

Agora, no início do século vinte e um, é o conhecimento que prevalece. As profissões intelectuais e técnico-científicas são as mais requisitadas e é preciso acordar para isso, como nação e corpo social. Como podemos nos candidatar a sermos potencia econômica se ainda contamos com enorme parcela da população na condição de analfabeto funcional? Quando menos de 10% da população tem acesso à graduação superior? Quando o número de pesquisadores é um dos menores do mundo?

Na era do conhecimento, não elegemos o conhecimento como prioridade! E isso não está restrito à falta de políticas públicas ou programas de governo. Está incrustado nas pessoas. O desprezo e menosprezo por educação e formação, ainda é corrente, mesmo no meio empresarial ligado diretamente à tecnologia da informação. É comum vermos uma enorme quantidade de pessoas que concluem sua graduação, mas apenas passaram alguns anos de suas vidas cumprindo horários nas academias. Infelizmente, encontramos uma sociedade que desperdiça suas oportunidades de aprendizado e engana-se com títulos que não conferem nenhuma vantagem real a essas pessoas. Só estudaram para provas que tinham, como única função, gerar uma nota para que as pessoas fossem aprovadas e pagassem, satisfeitas, suas mensalidades.

Mas existem exceções. Na Tron Informática estamos vivendo dias de constantes descobertas e busca intensa de novos conhecimentos. Temos sido empurrados por uma demanda crescente por inovações em produtos, métodos e técnicas organizacionais, o que nos obriga à evolução tecnológica e à pesquisa. Em função disso, não podemos nos contentar com colaboradores acomodados e medianos. Também não podemos dispensar aquelas pessoas que são leais e comprometidas com a empresa, só porque não acordaram para a realidade dessa nova era.

Em função disso, temos incentivado, fortemente, que as pessoas saiam da acomodação e busquem aprimorar seus conhecimentos, de forma a desenvolverem-se e formarem-se para um dos mercados mais competitivos do planeta. Todos os dias são apontados novos desafios, circulam dezenas de artigos e outros tantos links são enviados, com o intuito de despertar as pessoas e apontar tendências.

A Tron é uma empresa jovem com muitos jovens em seu quadro e o incentivo a um processo constante de atualização já foi integrado ao nosso dia-a-dia. Não podemos permitir que as pessoas imaginem que já estão prontas ou que o seu nível atual de conhecimento é suficiente para os desafios impostos pelo mercado. Muitas pessoas julgam-se muito “velhas” para preocuparem-se com formação e educação ou que já chegaram onde poderiam chegar e não adianta buscar melhoras ou que não existem mais oportunidades de crescimento, pois as posições já estão ocupadas. Estes são argumentos tremendamente enganosos. Levam-nos a subestimar nosso potencial e capacidade de crescimento. Nada disso é uma verdade absoluta.

Para comprovar isso, cito meu próprio exemplo. Após anos ocupando um cargo de diretor em empresa de porte médio, concluí que não dispunha do conhecimento necessário para atender a demanda de responsabilidades que o tal cargo exigia e, com 39 anos de idade, busquei os bancos escolares para me graduar em administração. Formado aos 42 anos, logo percebi que tinha apenas os conhecimentos básicos necessários para, realmente, ficar à frente de uma organização. Desde então, a busca incessante por informações, cursos, leituras técnicas e especializações tem sido uma constante em minha vida.

Temos casos de pessoas que não se graduaram, mas investem pesadamente em cursos, treinamentos e literatura, como forma de se preparar para o mercado. Entre muitos cito o Reilly Rangel (diretor da Tron Informática), consumidor inveterado de livros (uma traça mesmo) e assíduo leitor de revistas especializadas na sua área de negócios, além de participante ativo de treinamentos e palestras. Pessoa sempre ligada às tendências mercadológicas, apaixonado por marketing, tem se empenhado em incentivar toda nossa equipe na busca de ampliação do conhecimento.

Mas o caso mais emblemático que temos é o Paulo de Tarso. Graduado em processamento de dados pela Faculdade Anhanguera, ele é o exemplo das pessoas que não se contentam em ser mediano. Primeiro desafio foi a certificação do sistema de gestão da qualidade da Tron. Cursos sobre processos da qualidade e normas NBR-ISO 9000, capacitaram-no para assumir a gerência do Departamento da Qualidade e conduzir a empresa para ser uma das primeiras goianas a certificar seu sistema de gestão nessa norma.

Em seguida, diante do projeto de criar uma rede de canais diferenciada para a Tron, empenhou-se em treinamentos, palestras e leitura sobre franchising, e criou um modelo de canais próprio para a Tron. Em seguida, guindado à gerência do Departamento de Marketing, fez sua primeira pós-graduação, para especializar-se nessa área de conhecimento. Agora, na condição de gerente do Departamento de Negócios, está cursando outra pós-graduação, especializando-se em gestão de negócios.

São pessoas assim que fazem diferença numa empresa como a Tron. Felizmente, temos muitos colaboradores seguindo esses exemplos, mas ainda são a minoria. Consideramos necessário mudar essa realidade. As oportunidades de crescimento, tanto interno quanto externo, devem surgir naturalmente quando estamos buscando desenvolver a empresa e precisaremos de pessoas preparadas para assumirem posições de liderança nessa nova realidade, por isso a insistência.

Sabemos bem que, apenas enormes volumes de informação acadêmica, sem experiências práticas podem gerar apenas lixo cultural, contudo, apegarmo-nos somente à experiência acumulada ao longo de vários anos, repetindo as mesmas operações, não forma o profissional dessa era. É o equilíbrio correto entre conhecimento prático e teórico, o grande diferencial para aqueles que querem deixar sua marca e fazer diferença por onde passarem.

É bastante recomendável investir em conhecimento e na melhoria constante de seu capital intelectual, voltando-se para uma formação ligada à realidade do mercado no qual atua, gerando diferencial capaz de abrir portas para a ascensão profissional, dentro ou fora da empresa na qual está atuando.

Não percam mais tempo, tudo muda muito rápido!

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