Qual a marca da sua rua?

“E aquilo que nesse momento se revelará aos povos
Surpreenderá a todos, não por ser exótico
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto
Quando terá sido o óbvio”

Um índio – Caetano Veloso

Dia desses estávamos reunidos no Sindinformática discutindo por que devemos trabalhar pela implantação de um pólo de tecnologia em nossa cidade. Muitos empresários acreditam que os benefícios de um empreendimento desse não são relevantes.

Parece-me que esse deve ser um pensamento que segue a maioria dos empresários, pois a reunião, que tinha como único tema da pauta esse assunto, não foi das mais concorridas. Então temos de refletir sobre essa dúvida com muito mais cuidado.

Será que a construção de um pólo de tecnologia da informação em Goiânia é realmente importante?

Eu, francamente, acho que é importantíssimo, mas minha opinião é secundária. Vamos, então, tentar argumentos mais práticos. Alguém já ouviu falar de algum dos lugares abaixo:

  • Rua 25 de março – São Paulo
  • Santa Efigênia – São Paulo
  • Avenida Bernardo Sayão – Goiânia
  • Rua José Hermano – Goiânia

O que esses locais trazem à sua memória? São locais de alta concentração de empresas comerciais. Muito bem! Agora eu gostaria que você relacionasse, pelo menos, três empresas instaladas em cada um desses logradouros.

Muitos não conseguirão relacionar nenhum nome. Mas sabem muito bem (ao menos fazem idéia) o que podem encontrar em cada local citado.

Temos outros exemplos interessantes. São os centros de compras (shoppings centeres), uma boa sacada dos americanos e que, rapidamente, ganhou as cidades brasileiras. A concentração de muitas lojas em um único local melhorou a vida dos consumidores, mas os grandes beneficiados foram os lojistas.

Todos esses locais são pólos que atraem milhares de pessoas, todos os dias, para negociar com empresas, algumas das quais nunca ouviram falar. Eles são motivados pela marca desses lugares.

Isso me parece um bom exemplo do que podemos obter com a construção de um pólo de tecnologia em nossa cidade. Podemos desenvolver uma marca forte e alavancar negócios com clientes que não alcançaremos se nos mantivermos isolados.

Também existem outros benefícios que podem ser compartilhados: publicidade, infraestrutura, segurança, conservação. Tem outras coisas que nem podemos ter em nossas empresas: área de lazer, auditório, salas de reuniões, teatro, cafeterias, ambientes de convivência. Podem até parecer sem importância ou supérfluas, mas são muito chiques.

É claro, tem também a possibilidade de troca constante de conhecimentos e facilidade para aprimorarmos os relacionamentos e formarmos parcerias, integrando soluções ou desenvolvendo produtos conjuntamente. Não podemos nos esquecer da pesquisa científica e do desenvolvimento tecnológico proporcionado pela alta concentração de empresas interessadas.

Acontece que tudo isso me parece bastante óbvio. Mas aprendi com um colega que as coisas óbvias, muitas vezes, precisam ser explicadas. Então me lembrei da música do Caetano e resolvi escrever esse texto.

Insisto que é importantíssimo trabalharmos para a criação do pólo de tecnologia em Goiânia, se não fosse assim, porque tantas cidades estariam buscando uma solução dessas? Leiam:

Será que só as empresas goianas não precisam disso? Será?

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Um pensamento sobre “Qual a marca da sua rua?

  1. Discordo em absoluto. A citada conversa da forma descrita, se ocorreu, eu como Presidente da entidade desconheço. Gostaria, em primeiro lugar de saber quando foi esta reunião convocada especificamente prá tratar do tema. Eu não convoquei e temo que esta jamais tenha acontecido como referido neste texto. Mas temos as atas registradas e públicas no Sindicato para dirimirmos quaisquer dúvidas.
    Quero deixar aqui registrado o meu protesto contra pessoas equivocadas que teimam, por interesses que conheço bem, colar no nosso Sindicato a imagem de anacronismo. Pessoas que no passado participaram ativamente do mesmo e que hoje negam a instituição. “Quem desdenha quer comprar”.
    É infantil entenderem que não enxergamos a campanha covarde e persistente de minar nossa credibilidade (como instituição) com vistas a avançar sobre o botim ao final, como foi feito com o Regner na COMTEC. Agora como posição pessoal quero deixar claro a todos que enfrento as discussões de “cara limpa”, publicamente e com posições definidas, E ENFRENTO TODAS. Se há críticas mim é por tomar posições e me expor, jamais por me acovardar. Conheço a origem e sei do mandante, espero uma retratação.
    Se há uma postura reticente de alguns mais responsáveis e ciosos das dificuldades, tem sido pela absoluta falta de propostas concretas e propósitos em determinadas ações que irão certamente e paulatinamente minar o engajamento de empresários no movimento de fomento ao desenvolvimento do setor. Atitudes como esta acabam por comprometer vitórias conseguidas pela COMTEC, como no caso dos financiamentos para inovação.
    Estamos cansados de “batedores de bumbo” que ficam diuturnamente replicando e-mails e twitts de terceiros ou abordando de forma etérea conceitos vagos sem serem capazes de formular qualquer proposta e agenda exeqüível com OBJETIVOS CLAROS E MENSURÁVEIS, de forma coordenada, com benefícios efetivos para o segmento. Quando conseguimos os benefícios fiscais em Aparecida de Goiânia, na hora “H” muitos destes recuaram na hora da “fatura”. Este é sim a razão pela qual muitos revelam sua descrença naqueles que hoje retornam com o assunto. Poderíamos ali ter promovido um pólo de tecnologia. O que houve? Houve isto, muita conversa e ruído e pouca ação.
    Se o tema é “importantíssimo”, onde você estava quando o tema foi discutido, ou nas reuniões onde o mesmo é tratado. Prá seu governo, na terça-feira, dia 22 deste já temos reunião agendada pelo Sindinformática na UFG, esta sim prá tratar OBJETIVAMENTE de AÇÕES relativas ao parque tecnológico daquela instituição que ficou deliberado em reunião com o Sr. Prefeito de Goiânia Paulo Garcia, seria a nossa ação inicial sobre o tema.
    Gostaríamos de ter um tratamento semelhante ao que dispensamos à COMTEC quando JAMAIS, EM NEHUMA SITUAÇÃO expressamos publicamente a menor insinuação negativa das iniciativas desta e de seus associados, que como gostam de dizer quando convém, é formada pelo mesmo grupo de empresários. Assim esta crítica tem como destino final aqueles que de alguma forma se dispuseram a se organizar e doar seu tempo e esforço pelo crescimento próprio e do segmento.
    Informe-se e contribua.

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