Associativismo, estratégia e crescimento econômico.

A COMTEC deve ser estruturada e fortalecida para agir em defesa dos interesses de seus associados e do setor de tecnologia da informação, elaborando uma estratégia setorial de desenvolvimento econômico capaz de contribuir com o crescimento do PIB goiano.

Quem concorda levante a mão.

Se você não levantou a mão porque não sabe o que é a COMTEC, veja aqui: http://www.comtecgo.com.br.

Os demais continuem lendo, por favor!

Ontem (20/03/2012) eu assisti a reportagem do Jornal da Globo sobre o Porto Digital (se não viu, veja nesse link: http://goo.gl/ekKcy ) e, novamente, fiquei me perguntando: Por que nós, goianos, não conseguimos fazer o mesmo?

E o mais triste da situação é que eu acredito que sei a resposta: Nós somos desorganizados!

Você não concorda? Então vejamos:

Apesar de termos duas entidades representativas de nosso setor econômico (Sindinformatica e Comtec) não conseguimos estabelecer ações que promovam o crescimento da indústria goiana de software para destaca-la como força aceleradora de nossa economia local e muito menos em nível nacional.

É inegável que temos excelentes empresas goianas de software, mas não temos uma excelente indústria de software. As empresas que se destacam são poucas e, provavelmente, fazem um esforço muito maior que o necessário para conseguir seus intentos. Muitas empresas apenas sobrevivem e outras nascem e morrem sem oportunidade alguma de sucesso.

Isso não ocorre por falta de boas ideias ou produtos de qualidade, mas por falta de uma estratégia de desenvolvimento setorial para essa indústria. A indústria goiana de software ainda está na fase adolescente: “Eu sei me virar sozinho! Não preciso que ninguém me diga o que fazer.”

Precisamos amadurecer como indústria! Precisamos ser relevantes para a economia de Goiás!

Unidos somos fortes! Lembram?

A pergunta é: o que nos une? Quais ideais? Quais valores?

Outra pergunta: unir para que? Essa eu respondo: Unir para crescer!

Porque quem não cresce morre. Os empresários que retornaram essa semana da Europa podem falar um pouco sobre isso. Nós disputamos espaço na indústria mais competitiva do planeta!

Desde que a burguesia promoveu a revitalização urbana e fortaleceu o papel econômico do comércio, promovendo o nascimento do capitalismo, as pessoas e depois as empresas buscaram associarem-se para promover o desenvolvimento econômico de seus respectivos setores.

Após 100 anos de desenvolvimento, as relações sociais, econômicas e políticas tornaram-se bastante complexas e na atualidade a interdependência econômica global torna o ambiente extremamente sensível aos menores movimentos. Mas há um princípio que não muda e precisa ser compreendido:

Associações bem estruturadas, que desenvolvam estratégicas setoriais para o crescimento econômico das indústrias que representam, conseguem influenciar a formulação de políticas de Estado que beneficiam a execução de suas estratégias.

Michael Eugene Porter é a maior autoridade mundial em vantagem competitiva. No best seller “A Vantagem Competitiva das Nações” descreve como é possível impulsionar toda economia de um país com empresas competitivas.

É nisso que precisamos concentrar nossa atenção nesse momento! E para isso precisamos avançar com duas ações importantíssimas:

a) Fortalecer a COMTEC (estrutura e recursos);

b) Desenvolver um plano estratégico para a indústria goiana de software.

Insisto nessas ideias já faz algum tempo, na esperança de sensibilizar os empresários para se ajuntarem em torno delas. Nesse momento específico temos muito a nosso favor, mas carecemos de nos reconhecermos como uma força industrial importante.

Como diria o Dr. Silvio Meira: tudo é software. Vivemos na era da informaticidade. Falando nele e voltando à reportagem sobre o Porto Digital, lembrei-me que o projeto completa doze anos em 2012 e isso me fez pensar em duas coisas:

  • A primeira: agora é fácil olhar e verificar o sucesso desse empreendimento, mas como as pessoas viam essa ideia no ano 2000;
  • A outra: estamos 12 anos atrasados.

Bem, para não me alongar mais sobre o assunto, vamos voltar ao início do artigo: Quem concorda com a afirmação inicial levante a mão… e arregace as mangas.

Espero ter sensibilizado mais alguns.

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Como queremos ser representados?

Nesses dias onde só vemos, ouvimos e lemos sobre eleições comecei a pensar em como somos representados em cada uma das esferas sociais às quais pertencemos.

No âmbito da representação política do Estado brasileiro, temos regras que nos obrigam a participar do processo eletivo daqueles que nos representam frente ao Estado nacional. Não haveria chance de pecarmos pela omissão, ainda que muitos insistam em omitirem-se da discussão política.

Isso implicaria dizer que as reclamações sobre a qualidade de nossos representantes nessa esfera são injustificáveis, pois todos somos convocados a participar do pleito e não podemos mais apelar a justificativas como falta de democracia ou na desinformação para explicar a má qualidade de nossos representantes ou a nossa insatisfação com eles.

Mas este não é o único âmbito no qual delegamos a representação de nossos interesses a terceiros, temos muitas instâncias nas quais somos representados por outras pessoas e nas quais somos chamados a votar e nem sempre damos a devida atenção. Desde representantes de sala de aula, síndicos em nossos condomínios, membros de conselhos de interesse público, diretores em conselhos profissionais, sindicatos e associações das mais diversas. Nesses casos a experiência mostra que a grande maioria opta pela omissão! Fazem de conta que isso não interfere em suas vidas e abrem mão de seu direito de pleitear um cargo ou de escolher que os representará em cada um desses espaços políticos.

No entanto essas entidades ou instâncias não deixam de existir. Mesmo que você não acredite nelas, elas existem e coexistem como atores do ambiente social que está à sua volta. E o que é pior, essas entidades e seus representantes podem falar (e falam) em seu nome. São elas que atuam para interferir numa série de assuntos que afetam diretamente sua vida.

Quando somos omissos e conformados com essa condição, nos rendemos aos fatos e deixamos a vida nos levar, não reclamamos das decisões tomadas por nós ou às vezes nem percebemos que essas foram tomadas, apenas cumprimos nossas obrigações sociais sem nos dar conta que uma enorme máquina se movimenta em nosso nome, mesmo que não concordemos com isso.

Essa postura é errada, mas aqueles que agem assim, na maioria das vezes, acreditam que a vida é assim mesmo, que temos de cumprir as regras que os outros fazem, pois não conseguimos influenciar os rumos das coisas, pois somos pobres, fracos e não conhecemos as pessoas certas. É claro que isso pode ser mudado se mudarmos nossa postura frente a realidade social que nos cerca, de forma imediata e mediata. Agindo de forma omissa evitamos o trabalho de defender idéias e posições que podem mudar a nossa realidade. Conformamos-nos em fazer parte da massa, porque dá menos trabalho. Nem fazemos questão de ficar ouvindo conversas ou debates sobre direito disso e defesa daquilo. Ecologia, direitos humanos, combate a pornografia, regulamentação de toda espécie, estatuto do idoso, da criança, do adolescente, da mulher… prá que tanta coisa, isso é para os outros, não me afeta em nada.

Esse é o tipo de omisso que precisa se educado para as coisas da vida e da sociedade onde vive. Precisa ser despertado para o seu papel de cidadão! E para esses a sociedade deve destinar um conjunto de ações que devem começar na escola fundamental e acompanhar as pessoas até formá-las cidadãos de verdade. Isso me faz pensar nas velhas aulas de Educação, moral e civismo que eram ministradas na época do regime militar e me pergunto, será que deveríamos voltar com aulas que nos fizesse pessoas mais questionadoras e orgulhosas de nossa nação? Essa é uma pergunta para a qual espero uma resposta de vocês.

Mas existe outro tipo de pessoa que se omite: um tipo inescrupuloso e mal intencionado que tem como finalidade criticar e reclamar de tudo que os seus representantes fazem. Ele não é ignorante quanto aos seus direitos e obrigações sócio-políticas. Tem bom nível cultural e até já se arriscou a ser candidato a alguma posição de representante. No entanto suas posições não convenceram seus eleitores ou, se convenceram, acabaram por causar decepção àqueles que confiaram nele. Por fim, esse eterno inconformado optou por afastar-se das entidades, dos círculos sociais e do convívio com outras pessoas para ficar à espreita daqueles que são eleitos para representá-lo, exigindo “tudo o que tem direito” de forma bastante agressiva, sempre pronto a criticar de forma ácida os que se dispuseram a enfrentar a missão de colocar-se à frente de qualquer entidade.

Esse tipo covarde de omisso é a figura mais perniciosa que pode existir no meio social! Age sempre pelas sombras, as escondidas, só sabe reclamar e se justifica baseando-se sempre nos direitos, mas, geralmente, longe de ser cumpridor de suas obrigações. Sempre muito democráticos, esquecem-se que a base da democracia é a vida em comunidade (conjunto de pessoas que se organizam sob o mesmo conjunto de normas), mas só lembram-se dela (a comunidade) quando é para operar o seu direito.

É claro que aqui em Goiás não seria diferente, muito menos no meio da comunidade de tecnologia da informação. No ano de 2010 estamos vendo o esforço de duas décadas de trabalho associativo florescer e tomar parte ativa na vida social, econômica e política de Goiás. Nosso seguimento é reconhecido pelo trabalho destacado de duas entidades representativas: o Sindinformática e a Comtec. Essas entidades amadureceram e hoje contam com duas diretorias que representam a ampla gama de empresas do setor de TI goiano e fazem um trabalho ativo na defesa dos interesses dessa comunidade nas frentes políticas e econômicas.

Quem está nesse mercado a algum tempo sabe o quanto foi difícil e trabalhoso para as diretorias anteriores manterem essas entidades funcionando. Mas o empenho desses antecessores e o amadurecimento dos jovens empresários que hoje assumiram a direção das entidades está culminando no reconhecimento da importância de nosso setor econômico e na possibilidade de participarmos e influenciarmos nos rumos de nosso Estado. Os únicos que não vêem isso são aqueles que optarem por se omitir da participação comunitária e agir como críticos calcados no eterno pessimismo, daqueles que vêem o copo sempre “meio vazio”.

Não receber críticas é ruim, mas só receber críticas, sem nenhum reconhecimento dos avanços evidentes que obtivemos, é mais que péssimo.

Eu sei o tipo de representante que desejo falando em meu nome! Pessoas capacitadas, que saibam ouvir os meus desejos e poder repercuti-los para os que podem agir. Pessoas com visão de futuro, que saibam valorizar as pessoas, que saibam motivar, que não se esqueçam a origem de sua representatividade. Essa é outra pergunta para a qual desejo uma resposta: Como queremos ser representados?

Sintam-se a vontade para falar.

O valor de uma entidade

Quanto uma entidade pode valer para a sociedade e para as pessoas que ela representa?

Existem pessoas que medem o valor de uma entidade pelo valor financeiro que ela pode lhe transferir diretamente. Só se lembram de seus representantes quando estão carentes de algum benefício, quando pretendem que essa representação lhes conceda recursos ou lutem para a defesa de seus interesses financeiros diretos.

Felizmente existem pessoas que percebem um valor mais amplo nas entidades. São aquelas que compreendem que os ganhos financeiros são importantes, mas precisamos pensar além do imediatismo oportunista e egocêntrico que visam apenas o meu benefício e requerer dos representantes ações que possam contribuir para que nossos negócios sejam perenes. Essas são as pessoas que cuidam das entidades e as fortalecem com idéias e ações efetivas de apoio. É por essas pessoas que os dirigentes de entidades destacam parte de seu tempo para se dedicarem à gestão dos interesses sócio-econômicos daqueles a quem representam.

Temos experimentado um enorme avanço no debate de questões importantes da sociedade com o feliz advento das mídias sociais. Agora contamos com inúmeras ferramentas para expormos idéias e debatê-las com um amplo público interessado.

Infelizmente, ficou mais fácil, também, tecer as críticas maldosas e difamatórias contras as pessoas que ousam apresentarem-se para esse debate aberto e franco. Como sempre existirão os eternos descontentes, que são aqueles oportunistas caracterizados no parágrafo inicial, temos de estar preparados para ouvir, analisar, compreender e depreender quais são as reais intenções dessas pessoas.

Ao falarmos da COMTEC temos de respeitar a sua breve e vitoriosa história. Se temos interesses que essa entidade nos represente adequadamente, não podemos buscar manchá-la com acusações impróprias e totalmente desvinculadas da realidade. A nova diretoria da COMTEC está buscando apontar uma direção para um setor econômico relevante para nossa região. Querem creditar a ela responsabilidades sobre alguma ação externa sem que a discussão do tema tenha, sequer, sido proposta é, no mínimo, uma demonstração de insensatez.

Temos de exigir da entidade que seja uma efetiva representante do setor de tecnologia da informação, mas querer creditar a ela uma condição de omissa sem, ao menos, inteirar-se dos acontecimentos é uma clara demonstração de impensado oportunismo difamatório.

Vemos na COMTEC uma proposta clara de renovação de idéias. Os que estão próximos já podem sentir um novo clima na entidade. Vemos um movimento de retorno de pessoas que tinham se afastado e a aproximação de alguns que não participavam da entidade.

Essa nova diretoria é, inegavelmente, uma expressiva representação do setor de TI goiano; composta por representantes de empresas reconhecidamente importantes para nosso estado. Não creio que podemos dizer que esses empresários estejam assumindo a entidade para disporem mal de seu precioso tempo. Quem os conhece sabe da seriedade de seus empreendimentos e a direção da COMTEC não deve ser um distração ou hobby para essas pessoas.

Creio que são esses representantes que farão da COMTEC uma entidade cada vez mais relevante no cenário econômico local e nacional, tornando-a uma entidade de muito mais valor para as empresas de TI do nosso estado.

Alguém discorda?

Qual a marca da sua rua?

“E aquilo que nesse momento se revelará aos povos
Surpreenderá a todos, não por ser exótico
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto
Quando terá sido o óbvio”

Um índio – Caetano Veloso

Dia desses estávamos reunidos no Sindinformática discutindo por que devemos trabalhar pela implantação de um pólo de tecnologia em nossa cidade. Muitos empresários acreditam que os benefícios de um empreendimento desse não são relevantes.

Parece-me que esse deve ser um pensamento que segue a maioria dos empresários, pois a reunião, que tinha como único tema da pauta esse assunto, não foi das mais concorridas. Então temos de refletir sobre essa dúvida com muito mais cuidado.

Será que a construção de um pólo de tecnologia da informação em Goiânia é realmente importante?

Eu, francamente, acho que é importantíssimo, mas minha opinião é secundária. Vamos, então, tentar argumentos mais práticos. Alguém já ouviu falar de algum dos lugares abaixo:

  • Rua 25 de março – São Paulo
  • Santa Efigênia – São Paulo
  • Avenida Bernardo Sayão – Goiânia
  • Rua José Hermano – Goiânia

O que esses locais trazem à sua memória? São locais de alta concentração de empresas comerciais. Muito bem! Agora eu gostaria que você relacionasse, pelo menos, três empresas instaladas em cada um desses logradouros.

Muitos não conseguirão relacionar nenhum nome. Mas sabem muito bem (ao menos fazem idéia) o que podem encontrar em cada local citado.

Temos outros exemplos interessantes. São os centros de compras (shoppings centeres), uma boa sacada dos americanos e que, rapidamente, ganhou as cidades brasileiras. A concentração de muitas lojas em um único local melhorou a vida dos consumidores, mas os grandes beneficiados foram os lojistas.

Todos esses locais são pólos que atraem milhares de pessoas, todos os dias, para negociar com empresas, algumas das quais nunca ouviram falar. Eles são motivados pela marca desses lugares.

Isso me parece um bom exemplo do que podemos obter com a construção de um pólo de tecnologia em nossa cidade. Podemos desenvolver uma marca forte e alavancar negócios com clientes que não alcançaremos se nos mantivermos isolados.

Também existem outros benefícios que podem ser compartilhados: publicidade, infraestrutura, segurança, conservação. Tem outras coisas que nem podemos ter em nossas empresas: área de lazer, auditório, salas de reuniões, teatro, cafeterias, ambientes de convivência. Podem até parecer sem importância ou supérfluas, mas são muito chiques.

É claro, tem também a possibilidade de troca constante de conhecimentos e facilidade para aprimorarmos os relacionamentos e formarmos parcerias, integrando soluções ou desenvolvendo produtos conjuntamente. Não podemos nos esquecer da pesquisa científica e do desenvolvimento tecnológico proporcionado pela alta concentração de empresas interessadas.

Acontece que tudo isso me parece bastante óbvio. Mas aprendi com um colega que as coisas óbvias, muitas vezes, precisam ser explicadas. Então me lembrei da música do Caetano e resolvi escrever esse texto.

Insisto que é importantíssimo trabalharmos para a criação do pólo de tecnologia em Goiânia, se não fosse assim, porque tantas cidades estariam buscando uma solução dessas? Leiam:

Será que só as empresas goianas não precisam disso? Será?

Cooperação – para crescermos juntos

“Cooperação, no contexto da economia e sociologia é uma relação de entreajuda entre indivíduos e/ou entidades, no sentido de alcançar objetivos comuns, utilizando métodos mais ou menos consensuais.” (Wikipédia)

Lembram daquela história do “juntos somos fortes”? Suponho que essa expressão tem a ver com uma ação conjunta entre pessoas ou empresas para conseguirem alcançar um objetivo comum, visando à superação de dificuldades que, como indivíduos, seriam muito difíceis de serem vencidas.

Bem, se for isso, a pergunta que gostaria de fazer é: Quando, de fato, passaremos a agir juntos?

Temos feitos boas tentativas, mas não passam disso. Pequenos projetos, ainda de cunho individualista, que visam muito mais reduzir custos das empresas para contratação de alguns serviços, do que realmente desenvolver uma política de colaboração com vistas a melhoria das condições de competição dessas empresas.

É um treinamento aqui, uma consultoria ali, e assim vamos fazendo de conta que cooperamos uns com os outros. Mas sinto que precisamos de mais que isso.

A falta de efetividade no sentido de elaborarmos um plano de colaboração que possa alavancar, pelo menos, algumas empresas de nossa região é algo frustrante. Sabemos que somos pequenos, mas nos recusamos a admitir que podemos nos associar a outras empresas, também pequenas, para gerarmos resultados grandes para todos os envolvidos.

Nossas associações são um sonho que não decola. Fincados no personalismo e no proselitismo, firmamos um discurso tão distante da prática que chega a ser constrangedor. Como podemos avançar na área de cooperação se não conseguimos nos aglutinar de forma organizada?

Desde o final de 2008 estamos desenvolvendo um trabalho que visa aproximar a Comtec e o Sindinformática, buscando o desenvolvimento de ações comuns e articuladas, em conjunto. Contudo nada sai do papel. Tudo é barreira ou motivo para que as ações não sejam implementadas.

Os empresários, que deveriam ser os principais interessados que essas ações fossem convertidas em prática, não conseguem compreender que as associações precisam de pessoas dispostas a fazê-las caminhar. Não basta apenas dizer que “podem contar comigo” ou que “estou aqui, se precisar me chame”. De fato precisamos gerar entidades que nos representem e defendam nossos interesses junto aos governos e à sociedade. Quem pode fazer isso senão os empresários que representam ativamente as empresas?

Poucos estão, de fato, empenhados em fazer com que as entidades atuem juntas. Alguns querem apenas os refletores e flashes, usando das entidades como trampolins para outras carreiras; e muitos já viram esse filme.

É claro que as entidades devem incentivar as redes de relacionamentos sociais e políticos, mas isso deve converter-se em benefício da comunidade empresarial e não das pessoas. Pelo menos esse é o pensamento que deveria imperar.

Repito: Quando, de fato, passaremos a agir juntos?

E quando será para o bem de nossas empresas?

O triste é não termos respostas para essas perguntas. Essa falta de respostas afasta os empresários de verdade, pois eles vão cuidar do desenvolvimento de suas empresas e preferem enfrentar suas dificuldades particulares ao invés de lutarem solitariamente pelo desenvolvimento das empresas de nossa região.

Isso é um desabafo e pode estar recheado de exageros, por isso abro espaços para as réplicas, pois, nesse caso, quero muito ser convencido que estou errado.